Russell diz que Bottas “provavelmente não é” culpado por acidente em Ímola

George Russell entende que não agiu errado na manobra que provocou o forte acidente que envolveu também Valtteri Bottas em Ímola no último domingo. Mas depois do pito que levou do chefe da Mercedes e da análise das imagens da batida nas várias câmeras, o prodígio britânico diminuiu o tom das palavras contra o finlandês

A pancada entre Russell e Bottas após o piloto da Williams tocar a grama (Vídeo: F1 TV Pro)

Com os ânimos menos exaltados, George Russell voltou a se pronunciar sobre o forte acidente que marcou o GP da Emília-Romanha do último domingo (18) e que acabou envolvendo também Valtteri Bottas. O prodígio britânico da Williams foi criticado até por Toto Wolff, chefe da Mercedes e responsável direto por George estar na F1. O austríaco chegou a dizer que Russell está “mais perto da Copa Renault Clio do que da Mercedes”, fazendo alusão clara às chances de promoção do jovem de 22 anos à equipe heptacampeã do mundo no ano que vem. O piloto da Williams baixou o tom e, ainda que entenda que não estivesse errado na manobra, defendeu que Bottas também “provavelmente não” foi culpado pela colisão.

Em declarações publicadas pelo site britânico RaceFans, Russell fez quase uma autoentrevista para defender seu ponto de vista sobre o assunto.

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George Russell foi tirar satisfação com Valtteri Bottas após forte acidente em Ímola (Foto: Reprodução)

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“Poderia ter sido evitável? Sim. Valtteri estava errado? Provavelmente não. Ele poderia ter feito algo a mais? Pode ser. Eu estava errado? Causei a colisão ao rodar, mas estava errado em tentar aquela ultrapassagem? Não, absolutamente. Você seria um tonto se tirasse o pé naquela posição”, disparou.

“Quando você pode rever tudo e analisar em câmera lenta, em determinados ângulos, tudo parece muito diferente. Um ângulo da câmera faz com que pareça de um jeito, outro ângulo da câmera, quando você assiste a filmagem por trás, parecia bem claro, em um ponto de vista diferente”, explicou.

“Fiquei mais frustrado com a velocidade do incidente. Jamais tive uma batida no fim de uma reta, quando estamos absolutamente com o pé embaixo, e todos nós vimos muito recentemente os perigos do automobilismo. Para ser sincero, reagiria da mesma forma se estivesse lutando pela vitória, pelo nono ou pelo último lugar. Simplesmente achei que era desnecessário e evitável”, disse.

Contudo, ao mesmo tempo em que entende que Bottas não violou nenhum regulamento, Russell mantém no seu discurso a posição de que o finlandês poderia ter agido de outra forma. “Como disse, Valtteri não fez nada que estivesse fora das regras, mas você tem de levar em conta um elemento de responsabilidade e levar em conta também as condições”.

“Há certas coisas que você pode fazer de determinadas maneiras quando tudo está normal, mas quando é uma pista úmida, há um enrosco e você empurra alguém para a grama a mais de 320 km/h, há grande risco de um acidente. É por isso que fiquei muito decepcionado porque pensei que estava além da falta de respeito, não comigo, mas uma falta de respeito com esses carros”, comentou.

Ao ser questionado se a sua postura na manobra seria diferente se não fosse contra um carro da Mercedes, equipe que almeja estar já na próxima temporada, Russell se defendeu.
“Nunca estive numa posição em que lutaria com a Mercedes. A Williams não luta com a Mercedes há cinco anos, provavelmente. Então nem passou pela minha cabeça sobre como eu lutaria com um carro da Mercedes”.

“Como falei, não foi uma manobra imprudente. Valtteri se defendeu e era justo fazê-lo. Foi uma pena, o incidente não teria acontecido se não estivesse úmido e se a asa móvel estivesse fechada. Foi uma combinação infeliz de circunstâncias”, concluiu.

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