GP da África do Sul promete enviar “proposta irrecusável” por retorno à F1

Ministro dos esportes da África do Sul, Gayton McKenzie garante que enviará uma proposta irrecusável para retornar ao calendário da F1. No entanto, admitiu que sediar um GP em 2027 é inviável

Apesar de contar com 24 corridas no calendário atual, a Fórmula 1 ainda não tem nenhuma etapa na África. A categoria tem o desejo de retornar ao continente africano, mas um acordo ainda não foi fechado. Um dos países interessados é a África do Sul, que admitiu que subestimou o que é necessário para sediar um GP, mas promete enviar uma proposta irrecusável para voltar ao Mundial.

Gayton McKenzie, ministro dos esportes da África do Sul, foi quem trouxe a atualização sobre o possível retorno do país ao calendário da F1.

A volta da principal categoria do automobilismo ao continente africano parece questão de tempo. Stefano Domenicali, CEO da F1, garantiu anteriormente que existiam conversas em andamento com a própria África do Sul, com propostas para uma etapa em Kyalami ou no traçado urbano da Cidade do Cabo. Mas não parou por aí: Marrocos abriu os cofres para criar um projeto ambicioso, avaliado em US$ 1,2 bilhão (R$ 6,68 bilhões, na cotação mais recente) e entrar na disputa.

Além disso, Ruanda oficializou a candidatura a uma vaga no calendário em dezembro de 2024 e, meses depois, foi a vez da Nigéria oficializar um projeto de um circuito em Abuja, capital do país, comprometendo-se com a construção de uma pista de kart, hotéis, um centro tecnológico e um museu do automobilismo, além de outras infraestruturas.

Última passagem da Fórmula 1 na África foi em 1993 (Foto: Williams)

Enquanto o retorno ainda não foi confirmado, McKenzie admitiu que sediar um GP na África do Sul já em 2027 é inviável.

“No próximo ano, definitivamente não. Subestimamos o que é necessário para sediar um evento de F1”, admitiu o ministro dos esportes ao jornal sul-africano eNCA.

Domenicali afirmou que muitos países têm interesse em sediar uma etapa da F1 e que por isso o sistema de rodízio deverá ficar cada vez mais comum, já que aumentar o número de corridas no calendário está fora de cogitação. McKenzie garante que prepara uma proposta boa demais para a categoria recusar.

“A F1 nos ajudou. Agora temos os especialistas e estamos elaborando uma proposta que eles não poderão recusar”, completou.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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