Guia F1 2018: Briga entre equipes independentes começa com Force India incerta e Toro Rosso promissora

O pelotão intermediário da F1, dominado por equipes independentes, abre a temporada 2018 com a possibilidade real de uma troca de líder. A Force India, soberana do grupo nos últimos anos, dá pinta de ter dificuldades. Trilhando caminho oposto, a Toro Rosso usa o surpreendente motor Honda para talvez ter sua melhor temporada em anos

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Quem pensa que uma temporada de F1 se resume à briga pelo título corre o risco de não prestar atenção na parte mais competitiva do grid. 2018, assim como anos anteriores, começa prometendo um belo embate entre equipes que não são grandes, mas também não são miseráveis. No pelotão intermediário, a disputa é para ver quem é o melhor da meioca.
 
Seja por coincidência ou não, a briga envolve as principais equipes independentes da F1. Sem apoio maciço, o dinheiro é contado para desenvolver um carro competitivo. E o trabalho é bem feito: distante da realidade financeira de Mercedes, Ferrari ou Red Bull, as intermediárias competem com respeito.
 
O melhor exemplo disso é a Force India. Herdeira da Jordan, grande bastião do independentismo na F1, a equipe indiana se consolidou como ‘melhor do resto’ nos últimos dois anos. O dinheiro é pouco, mas sempre bem investido – tanto que a escuderia se acostumou a dar saltos de desempenho ao longo de cada temporada. Combine isso com uma dupla forte como Sergio Pérez e Esteban Ocon e a consequência é uma bela série de resultados.
A Force India não foi muito convincente na pré-temporada (Foto: Force India)

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Mas quem torce pela Force India ficou meio preocupado após a pré-temporada. Isso porque Pérez e Ocon estiveram longe de encontrar bons tempos de volta, ficando bem mais atrás de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Agora, a equipe é uma incerteza e a impressão é de que a concorrência vem com força – e não apenas Renault e McLaren, com muita mais poder financeiro, mas também outras equipes de menor estrutura.
 
O maior exemplo disso, de forma surpreendente, é a Toro Rosso. Agora com motor Honda, muita gente esperava um STR13 lento e pouco confiável. Até aqui, viu-se o contrário: Pierre Gasly foi o sétimo piloto mais rápido de uma pré-temporada de raros contratempos. Sempre um patinho feio do pelotão intermediário, a história pode mudar para a turma de Faenza em 2018.
 
Mas é importante ter os pés no chão. Por mais que a Honda tenha evoluído após três anos de sofrência, é difícil acreditar que 2018 seja um mar apenas de águas calmas. No fim das contas, a Toro Rosso ainda é a equipe que não vai além do sétimo lugar no Mundial de Construtores desde 2008. A evolução provavelmente virá em doses moderadas. A dupla pouco experiente, com Brendon Hartley ao lado de Gasly, também não ajuda muito. Alguém como Carlos Sainz Jr. cairia como uma luva nesse sentido.
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A Toro Rosso pode ser a surpresa do ano (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Um objetivo razoável para a Toro Rosso seria superar a decrescente Williams, cada vez mais abóbora após um período de carruagem. Rapaz, que missão terá a equipe britânica em 2018. Sem indícios de evolução com o FW41 na pré-temporada – o melhor tempo da equipe, com Sergey Sirotkin, foi apenas o 16º no geral –, a expectativa é de grandes dificuldades. As voltas dos testes provavelemente são um pouco enganosas, já que o Sirotkin usou pneus macios. Mesmo assim, seria quase loucura cravar que a equipe vai se sustentar no top-5 de Construtores pelo quinto ano seguido.
 
Os possíveis problemas do carro são agravados por uma dupla de pilotos que compete para ser a pior da F1 na atualidade. Sirotkin chega com bolsos cheios, mas com muito para aprender e potencial incerto. Lance Stroll, mesmo mais experiente, não está nem perto de ser a liderança que Felipe Massa foi entre 2014 e 2017. No banco de reservas está um Robert Kubica que ninguém sabe dizer ao certo se seria capaz de resolver problemas. Desse jeito, quem é que consegue ficar calmo e otimista?
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As dificuldades da Williams estão ganhando contornos de realidade (Foto: Williams)

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Mais atrás, quem tem todo o direito de olhar o lado bom da vida é a Haas. Fiquem de olho nos americanos. Mesmo sem grandes expectativas e com o discurso de não dar passos maiores do que a perna, a equipe teve o sexto melhor tempo da pré-temporada com Kevin Magnussen. O carro pode muito bem ser uma cópia do desenvolvido pela Ferrari em 2017, com diversos detalhes semelhantes, mas parece ser uma cópia bem feita. Depois de uma primeira semana de testes de pouco brilho, os americanos voltaram com força na segunda e passaram boa parte do tempo brigando pelo top-3 da tabela de tempos. Isso certamente tem a ver com o alto uso de pneus hiper e ultramacios, mas é difícil acreditar que tudo isso seja uma doce ilusão.
 
Encerrando a grande lista de equipes independentes está uma Sauber que, a bem da verdade, não tem muito como crescer em 2018. O carro provavelmente vai melhorar na comparação direta com 2017, até por ter um motor Ferrari 100% atualizado. Mas a falta de talento de Marcus Ericsson, aliada à necessidade de adaptação do ótimo Charles Leclerc, promete ao menos um começo difícil. Caso os ponteiros se alinhem, a situação pode ganhar contornos mais positivos. Mas não há positividade no mundo que faça acreditar em uma temporada realmente feliz.

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