Mercedes pega Red Bull no contrapé e cria vantagem importante no GP da Hungria

A Mercedes surpreendeu a Red Bull neste sábado (31) e forçou uma mudança de tática. O desempenho na segunda fase da classificação coloca os heptacampeões na frente, enquanto os energéticos terão de arriscar mais para vencer

Hamilton dribla Verstappen e é pole: os melhores momentos da classificação do GP da Hungria (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Como outras vezes nesta temporada, a Mercedes pegou a Red Bull de surpresa e obrigou a adversária a mudar de tática. Talvez essa tenha sido a grande vitória dos alemães neste sábado (31) quente na Hungria, mas como isso aconteceu? A verdade é que a heptacampeã fez um trabalho cirúrgico no acerto do W12, combinando um bom ritmo em curvas de baixa com uma excelente velocidade de reta – resultado também do pacote de atualizações levado para a Inglaterra. Isso fez com que Lewis dominasse os três setores do circuito de Hungaroring, o que abriu caminho para a incrível volta que lhe rendeu a 101ª pole-position da carreira. De quebra, ainda colocou pouco mais de 0s4 em cima do rival Max Verstappen.  

O duro golpe dado pelo heptacampeão foi reforçado por uma ação final que dividiu opiniões. Na parte derradeira da classificação, Hamilton deixou os boxes pouco à frente de Verstappen. E na volta que antecedeu à última tentativa do Q3, o inglês reduziu bem o ritmo. Tanto que Sergio Pérez, que vinha logo atrás dos dois ponteiros, sequer conseguiu abrir o giro final. Atrás, Max respeitou o britânico e até foi capaz de melhorar sua marca anterior, mas sem oferecer qualquer ameaça ao inglês, que ainda viu Valtteri Bottas garantir a primeira fila. O episódio gerou vaias a Lewis – a torcida laranja estava em peso na pista –, mas o holandês não quis entrar nessa seara. E até se irritou com perguntas sobre a chance de um novo acidente. “Podemos parar com isso agora?”, esbravejou.  

A Red Bull, por sua vez, preferiu minimizar o fato. “Faz parte do jogo. A Mercedes estava na pista à nossa frente e ditou o ritmo. Não podemos reclamar”, falou Christian Horner. No fim das contas, Hamilton não infringiu nenhuma regra e obedeceu ao tempo mínimo que é estabelecido para cada GP pela direção de prova nesses casos. “Não tem nada a ver com estratégia. Como faria com Valtteri na minha frente? Estávamos todos na fila e todos estavam tentando criar uma distância. É um processo completamente normal. Não preciso quaisquer jogos táticos, para me dar uma vantagem”, afirmou o britânico.

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Lewis Hamilton celebra a pole número 101 da carreira na Hungria (Foto: AFP)

Segue o jogo.

Só que, neste momento, o jogo pende para o lado da Mercedes. Por alguma razão, o ritmo dos taurinos sofreu um déficit considerável na comparação com os rivais depois da primeira parte da disputa pelas posições de largada. No Q1 e de compostos macios, Verstappen parecia muito à vontade e liderou aquele trecho com uma margem de 0s2 para Hamilton. Já na fase intermediária, Max sentiu que já não poderia tirar mais do carro com os pneus médios amarelos, embora não estivesse tão distante dos carros pretos.

Acontece que a AlphaTauri, Ferrari e a Alpine mostraram um bom ritmo em cima dos macios na sequência, e isso ligou a luz de alerta dentro das garagens taurinas. Enquanto a Mercedes seguiu confiante com sua escolha, a equipe austríaca decidiu mudar e calçou Max e Pérez com os vermelhos. O líder do campeonato voou e cravou 1min15s650, 1s1 melhor que a marca de Hamilton com os médios.

Portanto, a Red Bull decidiu arriscar para tentar ter um começo de corrida mais intenso. A ideia também é obter alguma vantagem em termos de aderência e tração. Mas não vai escapar de ter de fazer ao menos dois pit-stops. “As temperaturas da pista foram apenas um pouco mais baixas do que ontem. Como resultado, embora o pneu macio tenha mantido uma vantagem significativa de quase 1s, foi importante evitar o superaquecimento”, disse Mario Isola, diretor da Pirelli.

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Max Verstappen não aprovou as vaias ao rival Hamilton (Foto: Red Bull Content Pool)

“Os pilotos que começam com o pneu médio têm grande flexibilidade, o que pode trazer benefícios, mas a tática de duas paradas, no papel, parece mais eficiente, o que significa que os pilotos que começam com o macio têm toda a possibilidade de fazer algo diferente – com uma ampla gama de opções estratégias disponíveis. A Mercedes e a Red Bull adotaram uma abordagem muito diferente, então será fascinante ver como essa batalha se desenvolve a partir da primeira e da segunda fila do grid”, completou.

Diante disso, os alemães trabalham com a chance de um stint mais longo e uma boa performance em cima dos pneus duros, numa tentativa de fazer a corrida de 70 voltas com uma parada só. Além dos compostos, a Mercedes tem a seu favor um carro menos sensível ao calor, veloz e mais equilibrado. Mas primeiras voltas serão cruciais. Para ambos os lados.

O GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2021 da Fórmula 1, tem largada prevista para 10h (de Brasília, GMT-3) deste domingo. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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