Nürburgring e Hockenheim reafirmam que barreira financeira afasta F1 da Alemanha

Os dois tradicionais circuitos alemães de Nürburgring e Hockenheim se veem em situação complicada na briga para voltar ao calendário da F1

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Além da mudança de regulamento na concepção dos carros, a tão aguardada temporada 2022 da Fórmula 1 terá o maior calendário da história, com 23 corridas realizadas em 22 países – apenas os EUA vão sediar dois GPs. Mesmo com as alterações e o extenso campeonato, a Alemanha, um dos países mais tradicionais do esporte no mundo, segue fora. Segundo as duas principais pistas do país, Nürburgring e Hockenheim, é algo que tende a continuar.

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Quem falou foi Ingo Boder, chefe do Circuito de Nürburgring, um dos dois – junto a Hockenheim – com enorme tradição na categoria. Voltar à sediar as corridas da F1 é um desejo, mas a questão financeira pesa negativamente. Praças que quiserem receber o Mundial precisam pagar a rechonchuda taxa de sede cobrada pelo Liberty Media. Na Alemanha, sem que haja dinheiro pronto para ser despejado em eventos de F1, o país acaba por perder espaço para novas praças.

“Estamos falando de taxas de entrada muito altas em comparação à receita que podemos gerar. Infelizmente, sempre fica uma lacuna grande demais para nós, como empresa de médio porte, lidarmos com isso”, afirmou em entrevista ao site alemão Motorsport-Total.

Hockenheim recebeu a F1 pela última vez em 2019 (Foto: Mercedes)

Outras pistas na Europa Central pagam entre US$ 20 e 25 milhões – R$ 103,7 milhões e R$ 129,6 milhões – por cada edição dos eventos, ao passo que locais como a Arábia Saudita pagam mais que o dobro.

Mesmo com o esforço do chefe da F1, Stefano Domenicali, em retomar as conversas para trazer de volta a Alemanha ao calendário, o diretor de Hockenheim, Jorn Teske, afirmou que enquanto tiveram países dispostos a pagar as altas taxas, sem que o valor investido seja recuperado em receitas, o retorno será difícil.

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“O fato de estarmos interessados ​​em ter uma corrida de Fórmula 1 aqui não é algo novo. Sabemos quais obstáculos devem ser superados. O obstáculo financeiro é grande”, destacou em entrevista à revista inglesa Autosport.

A última prova em terras alemãs aconteceu em 2020, quando o calendário foi afetado pelo coronavírus e a F1 foi obrigada a incluir durante a temporada seis provas que não estavam nos planos. Entre elas, o GP de Eifel, disputado no traçado de Nürburgring. De maneira apenas emergencial, portanto.

Foi justamente nessa corrida que Lewis Hamilton conquistou a sua 91ª vitória e igualou Michael Schumacher no recorde de número de triunfos na F1.

Sem a Alemanha no calendário, a temporada 2022 tem início no próximo dia 20 de março, com o GP do Bahrein.

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