Pai indica permanência de Hamilton na F1: ”Até onde sei, ele vai continuar correndo”

Anthony Hamilton revelou conversa recente com o filho Lewis e indica que o heptacampeão vai permanecer na Fórmula 1 em 2021. Contrato com Mercedes ainda não foi assinado

A Fórmula 1 começa 2021 com mistério envolvendo sua principal estrela. Heptacampeão mundial, Lewis Hamilton ainda não renovou o vínculo com a Mercedes para a disputa da próxima temporada, marcada para começar em março. Anthony, pai do piloto, confia que ele segue correndo.

Em entrevista ao jornal inglês Express, Anthony revelou uma conversa recente que teve com o filho, indicando que ele deve permanecer na Fórmula 1 apesar da novela da renovação com a Mercedes, time que representa desde 2013.

“Ele ama as corridas, ama o que faz. Ele tem uma voz no esporte agora, o que é fantástico, mas até onde sei, ele vai continuar correndo. É definitivo, até onde sei. A última vez que falei com ele foi ontem, e ele vai continuar correndo”, citou Anthony.

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Lewis com o pai Anthony (direita), (Foto: Reprodução)

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O pai também comentou que não acredita que Lewis vai permanecer na Fórmula 1 para seguir aumentando os recordes, e sim pelo desejo de continuar fazendo o que mais gosta na vida.

“Não tem nada a ver com metas. Ele não corre por troféus, ele corre porque ama o que faz e também ama inspirar os outros. Até agora, o que ele alcançou, espero, está inspirando os jovens que têm sonhos que querem alcançar”, seguiu.

“Lewis está preocupado, e nós como família também, com esperança, oportunidade, sonhos, conquistas, não com metas”, concluiu o pai.

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Hamilton ainda não acertou renovação com Mercedes (Foto: Mercedes)

Em entrevista à revista britânica Autosport, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, se disse tranquilo sobre a questão, mesmo tendo na retina a decisão abrupta tomada por Nico Rosberg cinco dias depois de ter conquistado o seu único título mundial, em 2016. Pouco depois de chegar à maior glória da carreira, o alemão surpreendeu o mundo e anunciou sua aposentadoria das pistas com efeito imediato.

“Não me preocupa nem um pouco, porque sempre vou respeitar as decisões de Lewis, seja para ficar conosco por muito tempo, seja para deixar o esporte e buscar interesses diferentes”, assegurou o ex-piloto e hoje chefe e acionista da Mercedes.

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Toto não descarta a possibilidade de Hamilton simplesmente sair de cena da Fórmula 1. “Acho que devemos estar prontos para qualquer coisa que foi lançada sobre nós. Mas, ao mesmo tempo, conversamos muito e somos muito transparentes uns com os outros. Acho que temos mais a conquistar juntos”, complementou o dirigente.

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O heptacampeão mundial teve Covid-19 em dezembro (Foto: Mercedes)

Segundo o Express e o jornal italiano Corriere della Sera, o imbróglio em torno da renovação de Hamilton com a Mercedes é financeiro. De acordo com a publicação italiana, o heptacampeão não abre mão de receber € 45 milhões (R$ 293,7 milhões). A quantia informada pelo diário italiano é um pouco maior que a informação trazida pelo periódico britânico, que dá conta de € 40 milhões (R$ 261,1 milhões) pedidos pelo piloto de 36 anos para colocar a assinatura no novo contrato.

Ocorre que a Daimler, empresa-mãe da Mercedes, não concorda em pagar o valor exigido por Hamilton na sua totalidade, uma vez que a matriz não deseja manter os custos elevados em tempos de incerteza econômica e de um panorama ainda bastante crítico para o mercado automobilístico. Por isso, a companhia presidida por Ola Kallenius tem como opção mais barata George Russell, que impressionou a todos pela sua performance no GP de Sakhir, realizado no primeiro domingo de dezembro, em prova que o prodígio de 22 anos substituiu Lewis — que se recuperava após ter testado positivo para a Covid-19 — e quase venceu.

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Só que a Ineos, nova acionista da Mercedes, não está disposta a deixar ir embora aquele que se tornou o piloto mais importante da história da Fórmula 1. Patrocinadora e nova acionista da equipe, sendo dona de 1/3 das ações, a titã petroquímica britânica entrou na jogada, segundo o Corriere della Sera, para ajudar a bancar parte do salário exigido por Lewis e evitar que a grande estrela do esporte saia de cena na Fórmula 1. Segundo o jornal, é questão de dias para que o novo acordo seja assinado e anunciado.

Em 2020, ano do heptacampeonato, Hamilton venceu 11 das 17 corridas da temporada. Além de igualar Michael Schumacher como o único piloto a faturar sete títulos mundiais, também quebrou o recorde de vitórias, que era pertencente ao alemão, e aumentando o número para 95.

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