Pódio e voltas fantásticas: em três corridas, Norris dá o que McLaren esperava para ano

Lando Norris mostrou em três finais de semana que a McLaren não deve sentir falta de Carlos Sainz, quando este for para a Ferrari. Em pouco tempo, entregou muito mais que o esperado

Não precisamos ir muito longe para ninguém perder tempo: em 2018, a McLaren teve como melhor resultado um quinto lugar com Fernando Alonso (Stoffel Vandoorne não passou de 7°); já em 2019, a mesma quinta posição era a mais avançada para a equipe, até o quase milagroso pódio de Carlos Sainz no Brasil (que só veio após punição a Lewis Hamilton).

Agora, em 2020, os laranjas já foram ao pódio (também com punição ao mesmo Hamilton, tudo bem, mas tirando o tempo necessário na pista), já repetiram o quinto lugar, e já foram destaque com voltas impressionantes – que deram exposição midiática ao extremo. E isso com apenas três corridas disputadas.

Lando Norris já muda a McLaren de patamar, pois foi o responsável por tudo isso.

Lando Norris levanta água – mas também a moral da equipe (Foto: “AFP”)

No Mundial de Construtores, a equipe aparece no top-3, local que não ocupava desde 2012. Entre os pilotos, Norris é o quarto, muito acima das expectativas usuais, que são as de ficar atrás dos seis de Mercedes, Ferrari e Red Bull, e brigar pelo topo na ‘F1 B’.

Norris coloca o time acima até mesmo da ‘Mercedes rosa’, também conhecida como Racing Point, nestas semanas iniciais.

Isso vai durar? Não importa mais. Depois de anos de desespero, a McLaren transformou a esperança de 2019 em realidade de 2020: se Carlos Sainz vai sair, Norris se prontificou a ser o número 1 e entregar qualidade, mídia e resultados.

Lando Norris batalha com a Racing Point na pista e na tabela (Foto: McLaren)

A análise técnica que Norris torna possível após três semanas é a melhor possível para a McLaren: ele entregou velocidade, não cometeu erros inaceitáveis (e, quando errou, como na largada na Hungria, assumiu que sair na chuva não é sua especialidade e que segue trabalhando nisso), trabalhou bem sob pressão, se mostra inteiro fisicamente e mentalmente em finais de prova, não parou de lutar mesmo quando estava impossibilitado de pontuar (vide a passagem no último giro sobre Esteban Ocon em Hungaroring).

Durante o mesmo período, colocou a McLaren em destaque por sua alegria e irreverência, não fala bobagem, não reclama, tem carisma.

Poderíamos apostar que, no documento chamado “expectativa para 2020” guardado em uma pasta escondida em uma gaveta qualquer em Woking, os vistos de “objetivo alcançado” já foram dados. Norris entregou em três corridas o que deveria entregar em um ano. A partir de agora, é tudo lucro.

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