Por amizade, chefe da Mercedes se incomoda ao negociar renovação com Hamilton

Toto Wolff e Lewis Hamilton trabalham juntos desde 2013 e desenvolveram uma grande amizade desde então. Mas o dirigente revelou que não se sente confortável ao ter de tratar de negócios com o amigo, mas relativiza: “Faz parte do trabalho”

Um dos principais assuntos deste começo de 2020 na Fórmula 1 diz respeito ao futuro de Lewis Hamilton. O hexacampeão do mundo tem contrato com a Mercedes até o fim desta temporada. Desde os últimos meses de 2019, surgem notícias no paddock sobre uma eventual ligação do britânico à Ferrari no futuro. A escuderia anglo-alemã, claro, não deseja perder sua maior estrela e, portanto, escalou Toto Wolff para iniciar as tratativas para a renovação do vínculo.
 
Entretanto, o chefe da Mercedes disse que não se sente totalmente à vontade na função de ser o representante da empresa presente à mesa de negociação com Hamilton. E por um único motivo: a amizade que nutre pelo britânico.
 
“A dinâmica é muito boa. Nos conhecemos há muito tempo e temos um grande respeito mútuo”, comentou o dirigente austríaco em entrevista à emissora Sky Sports na esteira do lançamento do Mercedes W11, na última sexta-feira (14).
Toto Wolff vai ser o dirigente responsável por negociar a renovação com Hamilton na Mercedes (Foto: Mercedes)
“Não gosto dessas discussões porque somos amigos e estamos muito próximos um ao outro, mas faz parte do trabalho”, acrescentou.
 
Hamilton endossou o respeito por Wolff e deixou transparecer a vontade de seguir defendendo a Mercedes por mais tempo. “Ele é um homem de negócios incrível, então aprendi muito com este cara, e este é sempre um momento empolgante”, salientou o piloto.
 
“É um verdadeiro privilégio, em primeiro lugar, querer ficar e ser parte de uma grande equipe, é uma grande sensação. Espero que eu possa continuar a ajudar no sucesso da equipe”, completou Lewis.
 
Semanas atrás, Toto Wolff disse que garantir a permanência de Hamilton é fundamental para a Mercedes. “Lewis é nossa prioridade número 1. Não há muitos lugares em que o Lewis teria o melhor ambiente, a base necessária para suas ambições. Da perspectiva da equipe, temos uma relação de confiança. De um ponto de vista racional, continuar [com Hamilton] por algum tempo é o mais provável”.
 
“Temos bastante tempo para sentar e conversar. Não estou estressado por ter uma assinatura, de forma alguma. Isso [não ter o contrato assinado] significa simplesmente que ainda não concluímos nossas conversas. Estou otimista de que vamos conseguir”, concluiu.
 
Contudo, segundo o diário italiano ‘Corriere dello Sport’, as partes divergem sobre a duração do novo acordo: enquanto Hamilton prefere um contrato de longo prazo, por mais quatro temporadas, a Mercedes deseja um vínculo mais curto, de dois anos.
 
Ainda segundo a publicação, as pedidas de Hamilton não param por aí. O britânico quer uma cláusula que o transforma em embaixador da marca assim que se aposentar. A pedida salarial também é alta: Lewis quer um aumento, dos atuais € 42 milhões anuais (R$ 194 milhões) para € 55 milhões por temporada (R$ 254 milhões). Somando os quatro anos de acordo, o hexacampeão levaria € 220 milhões, ou cerca de R$ 1 bilhão. O valor em questão não é o impeditivo, e sim a duração do acordo, informa o jornal.

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