F1

Por volta mais rápida na França, Hamilton ignora ordem da Mercedes: “Senti que dava”

Lewis Hamilton teve por alguns segundos a volta mais rápida do GP da França do último domingo (23), e consequentemente o ponto extra, até que Sebastian Vettel 'roubou' tal posto nos últimos momentos da corrida. Mas o detalhe é que, para a Mercedes, o líder da temporada sequer deveria ter tentado

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Por poucos segundos, Lewis Hamilton não só estava levando para casa os 25 pontos da vitória no GP da França, como também o extra pela volta mais rápida, que ele tinha em mãos quando anotou 1min32s764 no último giro da corrida. Mas, enquanto celebrava o triunfo, Sebastian Vettel (que havia parado nos boxes momentos antes para dar a derradeira volta com pneus macios) tomou o ponto ao marcar 1min32s740.

Tudo o que Hamilton precisava saber era se a Mercedes lhe daria as coordenadas para buscar o ponto extra. Mas não foi o que aconteceu: o inglês precisou ignorar ordem da Mercedes, que havia pedido para que ele não tentasse melhorar ainda mais seu tempo.

Paddockast #22
O que torna uma corrida de qualquer categoria legal? E chata?



Foi o que ele revelou após a corrida: "Havia um ponto extra a se conquistar. Eu acho que você não deve desistir e nunca deve ser complacente, pensar que não é possível", disse ele ao ser questionado pelo 'Motorsport'.

Para ele, seus comandantes na Mercedes "naturalmente não sabiam como ele se sentia com o carro", e por isso fizeram o pedido: "Senti que ainda tinha algo a dar com os pneus, ainda tinha uma volta... Senti que dava e fui com tudo."
Lewis Hamilton (Foto: AFP)
Hamilton também contou que foi informado que Vettel havia feito a troca e que provavelmente conseguiria melhorar a marca na volta 53, mas não ligou: "Eles disseram que não havia como batê-lo. Mas pilotos são doidos, e eu achei que dava. Não percebi na hora que ficaria por tão pouco, dava para eu ter feito melhor."

"Não acho que minha volta foi perfeita, não acho que tive o desenvolvimento completo, algo assim. Acho que serve de aprendizado para nós, nunca dê nada como garantido e continue a tentar", finalizou o pentacampeão do mundo de Fórmula 1.

Você considera as corridas atuais da F1 chatas? Hamilton até concorda, ou ao menos aceita que os fãs da categoria pensem isso. Mas pede: não culpe os pilotos - e, sim, quem comanda o principal campeonato do automobilismo mundial.

Para o pentacampeão do mundo e atual líder da temporada 2019, com seis vitórias em oito etapas - incluindo a do último domingo (23), o GP da França -, o principal problema para as monótonas corridas da atualidade são as decisões tomadas por quem cria o regulamento.

"Não somos nós (pilotos) que escrevemos as regras. Não temos nada a ver com as questões orçamentárias das equipes, nada disso. Vocês devem colocar a pressão nas pessoas que comandam, que deveriam fazer esse trabalho (de dar emoção aos GPs)", disse Hamilton.

"Eu acho que eles estão tentando. Mas, por muitos, muitos anos, eles vêm tomando más decisões", seguiu.


Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo

O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.

Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experiências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.