Presidente da FIA reclama de críticas “infantis” ao Halo e lembra pedido dos pilotos por protetor de cockpit

Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo e maior defensor do Halo nos últimos anos, mostrou incômodo com as críticas que andam sendo feitas à primeira proteção de cockpit da história da F1

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Um dos aspectos mais importantes do trabalho da FIA para a F1 nos últimos anos foi o desenvolvimento e aprovação do protetor de cockpit, que passa a valer neste 2018. Mesmo após tanto trabalho e a aprovação da Associação dos Pilotos, a GPDA, no entanto, as críticas seguem sendo feitas ao Halo. O presidente da FIA, Jean Todt, está bem insatisfeito com a situação.

 
Kevin Magnussen chamou o Halo de "irritante e feio", enquanto o diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, falou que gostaria de arrancá-lo com uma serra elétrica. É esse tipo de exposição que Todt condena como coisa de criança.  
 
"Não vou reagir ao que estão dizendo, é simplesmente um jogo infantil", criticou. "Para mim, se eu amo a F1, como todo mundo que está aqui deveria, acredito ser muito inapropriado, quem quer que você seja, publicamente acabar com algo que acaba de ser introduzido. Creio que críticas construtivas são sempre boas para desenvolver o esporte, mas críticas públicas que não servem de nada, aí não vejo valor", reclamou. O trabalho da FIA para o Halo passar a ser parte natural do campeonato é tanto que até o processo de fabricação foi visitado.
 
Todt lembrou mudanças tidas como revolucionárias no passado e que atualmente são blocos fundamentais de um carro de F1. "O Halo para mim é como o cinto de segurança. Eu estava vendo nos corredores [da FIA] fotos de pilotos icônicos, eles não tinham cinto de segurança. Mais recentemente foi o HANS. [Max] Mosley impôs o HANS, ninguém queria. Agora pergunte se alguém entraria num carro sem o HANS", apontou.
Jean Todt (Foto: Getty Images)

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"É uma atitude humana relutar a uma mudança, mas uma vez que esta mudança, depois de várias experiências e muito teste, é vista como positiva, então precisamos implementar. Dá para imaginar como nos sentiríamos todos se algo acontecesse e não tivéssemos o Halo sabendo que ele evitaria? O automobilismo nunca será à prova de balas, infelizmente, mas evoluiu", seguiu.

 
O presidente da FIA se incomoda mais ainda com as críticas visto que foram os próprios pilotos que pediram a adoção de um protetor de cockpit.
 
"Em 16 de dezembro de 2015 eu recebi uma carta assinada por Jenson Button, Sebastian Vettel e Alexander Wurz [diretores da GPDA] nos apressando a encontrar uma solução para proteger os cockpits. Eu disse que ouviríamos, então imediatamente o pessoal da divisão técnica recebeu como prioridade encontrar alguma solução", contou.
 
"Em 27 de julho de 2016, os pilotos sabiam que uma reunião aconteceria e disseram: 'Não seja fraco. Respeite aquilo que pedimos para nossa segurança'. Então me comprometi a levar o pedido deles em consideração. Achei que era justo. E veio o Halo, então devo dizer que estou surpreso [com tantas críticas]", explicou.
 
"Amo a F1, mas odeio essa parte. Tem gente que não mantém a palavra e para mim se tratam de algumas das coisas mais importantes da vida: lealdade, palavra e respeitar o que você mesmo está costurando. Fizemos isso e alguns esqueceram", encerrou.
 
Após os testes de pré-temporada de Barcelona, o Halo volta à baila no GP da Austrália, que abre a temporada da F1 no próximo dia 25 de março.
”VOCÊ TEM DE RESPEITAR”

EMOÇÃO GENUÍNA DE BARRICHELLO É EXEMPLO DE MOTIVAÇÃO

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