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F1

Racing Point crê que GP da Austrália poderia ter acontecido: “Risco muito baixo”

Otmar Szafnauer crê que o risco de contaminação na Austrália era baixo, e a corrida poderia ter acontecido mesmo com um funcionário da McLaren testando positivo para coronavírus. Prova foi cancelada horas antes do primeiro treino livre

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Chefe da Racing Point, Otmar Szafnauer acredita que o GP da Austrália poderia ter acontecido com segurança devido ao risco muito baixo do coronavírus se espalhar no paddock. A abertura da temporada 2020 da F1, em Melbournem foi cancelada horas antes do início do treino livre após um membro da McLaren apresentar diagnóstico positivo em teste para para COVID-19.
 
As equipes mantiveram conversas durante a noite de quinta-feira após o resultado do teste e, inicialmente, eram a favor de continuar com o fim de semana da corrida, conforme planejado. Mas a decisão foi tomada para cancelar completamente o GP, à medida que as preocupações aumentavam, mesmo com as equipes Red Bull, AlphaTauri e Racing Point dispostas a participar dos treinos pela manhã.
 
"Era difícil prever o futuro lá em Melbourne, mas quando olho para trás agora, se tivéssemos corrido, acho que teríamos disputado com segurança. O risco era muito baixo e acho que poderíamos ter começado a corrida. O governo australiano nos deu o aval”, disse Szafnauer em entrevista à emissora CNN.
Sergio Pérez (Foto: Racing Point)
"No entanto, havia falta de conhecimento na época e, por causa disso, acho que tomamos uma decisão cautelosa de não correr", seguiu.
 
Szafnauer também revelou que chegou ao paddock na manhã de sexta-feira esperando continuar com os treinos, depois que as reuniões aconteceram, e ficou surpreso ao saber da possibilidade do cancelamento.
 
"Na quinta-feira à noite, às 1h, 2h da manhã, saímos da reunião e, nesse momento, a maioria votou na por correr. Fomos para a cama, acordamos quatro horas depois e, quando cheguei ao paddock, todos disseram: 'Não estamos correndo'. Eu disse: 'Sim, estamos, foi há apenas quatro horas que votamos por realizar a corrida’. Adotamos uma postura avessa ao risco, e essa provavelmente foi a coisa certa a se fazer", resumiu o dirigente. Hoje, porém, pensa diferente: “Olhando para trás, se tivéssemos corrido, acho que teríamos feito isso com segurança", concluiu.
 

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