F1

Racing Point se lança para nova era na F1 e apresenta carro rosa e azul de Stroll e Pérez no Canadá

A Racing Point mostrou ao mundo o carro que vai disputar a temporada 2019 da Fórmula 1. Nesta quarta-feira (13), o time, antes chamado de Force India, vem com a experiência de Sergio Pérez e o jovem Lance Stroll para buscar o posto de quarta força do pelotão

Grande Prêmio / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
Ao menos no nome, a Racing Point é a mais nova equipe da F1. A Force India, que faliu no ano passado e possibilitou a aquisição do consórcio liderado pelo bilionário Lawrence Stroll, permitiu manutenção de 400 empregos e manteve no grid uma das principais equipes do pelotão intermediário nos últimos anos, ainda que com novo nome. A Racing Point apresentou seu carro, o RP19, mantendo o rosa como cor predominante e trazendo também o azul para a temporada 2019 da F1 nesta tarde de quarta-feira (13), no país-natal de Lawrence e Lance Stroll — novo companheiro de equipe de Sergio Pérez —, o Canadá. O evento, que reuniu mais de 500 convidados, entre fãs e imprensa, foi realizado em Toronto.

A nova equipe vai contar com dois patrocinadores principais. A BWT, empresa austríaca de tratamento hídrico, permanece como herança dos tempos de Force India. Ao seu lado, aparece a SportPesa, plataforma de apostas desportivas com atuação na Europa e África e com sede em Nairóbi, no Quênia. Aliás, o nome oficial do time passa a ser SportPesa Racing Point.

E a influência dos patrocinadores principais se faz presente nas cores do novo carro. De predominantemente rosa nos últimos anos por conta da BWT, o modelo agora também ganha a identidade da SportPesa, aliando então o azul e tons de cinza ao habitual rosa.
O carro da Racing Point para a temporada 2019 da F1 (Foto: Racing Point)
As razões do novo nome da equipe foram apresentadas por Otmar Szafnauer, chefe da escuderia — após a saída de Robert Fernley no ano passado. "Chegamos todos à conclusão que somos uma equipe de gente das corridas - e não tem nada errado com isso. É, na realidade, algo que engloba quem somos: Racing Point". O time tentou até se batizar como Lola, mas acabou sendo inscrito com a alcunha com a qual foi oficializado pela FIA.

O comandante da nova equipe ressalta o maior poderio financeiro e também a melhor estrutura, o que traz um espírito otimista para a temporada que está por vir. "Estamos um pouco melhores do que ano passado. Demorou para encontrarmos o nome ideal, desde agosto estivemos conversando e delibrando. Todos chegamos a conclusão de que somos corredores e que por isso vamos de Racing Point. Vamos fazer deste nome algo maravilhoso, para a história".

"Acredito que é um nome apropriado, e SportPesa é o nome, queríamos lembrar que não somos uma equipe de beisebol, e sim de F1. E teremos mais patrocinadores a serem anunciados. Tivemos dificuldades financeiras, e essa pressão se foi graças aos patrocinadores. Agora temos outras, como render melhor na pista com os recursos que temos. Eles aumentaram, então temos que render mais", afirmou, já em tom de cobrança aos seus comandados.

Na última temporada, a esquadra inglesa teve resultados para lá de satisfatórios com sua dupla de pilotos. Mesmo perdendo parte das conquistas na metade do ano pela mudança de nome, Sergio Pérez e Esteban Ocon mostraram campanhas consistentes e colocaram a equipe em sétima no Mundial de Construtores, terminando com 52 pontos somados.
 
Agora, para 2019, a palavra para a escuderia baseada em Silverstone é renovação. Isso já começa logo pelo nome, deixando Force India para trás e passando a atender como Racing Point, que surgiu na reta final do último campeonato.
 
Mas as mudanças não param por aí. Apesar de seguir com o mexicano, que começa sua sexta temporada com as cores do time, vê ainda a chegada de Lance Stroll, vindo da Williams e filho de Lawrence, novo dono da equipe.
O carro da Racing Point para a temporada 2019 da F1 (Foto: Racing Point)
Com a chegada do novo mecenas, que fala em orçamento triplicado para a Racing Point, tudo indica que a equipe caminha para a direção certa para brigar pelo título da ‘F1 B’, atualmente nas mãos da Renault. Entre 2016 e 2017, o título de 'melhor do resto' ficou justamente com a Force India, antecessora da Racing Point.

Pérez vai além e aposta alto, falando até mesmo em vitória com a renovada equipe. “Nosso objetivo é muito alto, queremos ao menos o quarto na classificação neste ano, e quando você considera o nível dos competidores do pelotão intermediário, que conta com grandes equipes e grandes fábricas, não vai ser fácil. Ficaria feliz em conseguir alguns pódios também e ter uma ótima temporada. E porque não nossa primeira vitória”, emendou.

Stroll chega à nova equipe depois de um ano positivo com a Williams e outro em que andou no fundo do grid. Agora, pela Racing Point, o filho do dono busca voltar ao pódio e entregar resultados fortes desde o início do ano.

“Posso ver o quanto potencial nós temos neste ano e que há uma atmosfera incrível na fábrica, então há muito entusiasmo. Estou sempre buscando algo além, então quero que estejamos competitivos desde o início. Ainda é muito cedo para saber como estamos na comparação com outras equipes, mas aqui, agora e hoje acredito que devemos lutar por pontos a cada corrida. Meu objetivo também é voltar ao pódio em 2019. Vejo o quanto esta equipe alcançou no passado e há uma confiança real nas pessoas envolvidas. Estou ansioso para fazer a nossa própria história”, disse.
 
Já em clima de otimismo, resta ver agora o que a dupla de pilotos vai ser capaz de extrair do novo carro. Pérez já é conhecidamente talentoso, com as dúvidas todas recaindo sobre Stroll, que tirou a vaga do promissor Ocon e agora vai ter que mostrar, de uma vez, a que veio à F1.