Red Bull suspeita de melhora na aceleração da Mercedes e pede esclarecimentos à FIA

Red Bull vê com estranhamento fato de Mercedes ter conseguido superar de uma hora para outra, desde o GP da Inglaterra, as dificuldades nas retas

Assista aos melhores momentos do GP da Bélgica deste domingo (Vìdeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

O campeonato da batalha pegada também fora das pistas da Fórmula 1 2021 segue a toada das dúvidas de lisura a cada esquina. Após todo o imbróglio das asas flexíveis e do acidente de Silverstone, agora a Red Bull pediu esclarecimentos à FIA sobre a reviravolta dada pela Mercedes na velocidade de reta desde o último GP da Inglaterra. Até aquele momento, a vantagem do time dos energéticos era ampla, mas a rival virou o jogo.

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As informações são da revista alemã Auto Motor und Sport. O entendimento da Red Bull é que o grande pulo do gato da atual heptacampeã mundial está no desempenho das fases de aceleração do motor. Segundo explicação da própria Mercedes, a potência atual é a mesma de antes e a única mudança está no ajuste das asas.

Mas a justificativa da Mercedes não vai de encontro ao que pensa a Red Bull, que também crê que a potência do motor alemão segue igual – apenas passou a ser distribuída de forma diferente. Tanto é que a velocidade final das retas continua favorecendo a Red Bull, o que mudou é, sobretudo, a velocidade de entrada: a Mercedes consegue despejar potência muito rapidamente após trechos mais lentos. De acordo com a revista, a Ferrari também tende a se envolver e concorda com a teoria da Red Bull.

A suspeita da Red Bull começou por conta dos dados de GPS que apontaram a enorme vantagem que a Mercedes vem tendo quando acelera para sair de curvas mais lentas. Por tanto, a entrada da Mercedes é tão veloz que compensa o fato de que, no fim das retas, a Red Bull tem vantagem. A Red Bull crê que a força motriz da mudança está no intercooler.

Red Bull quer entender melhor o que está acontecendo (Foto: Red Bull Pool Content/ Getty Images)
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A explicação da revista é o seguinte: o intercooler comprime o ar normalmente de 100°C para a temperatura ambiente, mas é possível ir abaixo disso, com o limite sendo 10°C abaixo da temperatura ambiente. Na faixa de carga parcial – com velocidade baixa ou moderada -, as temperatura são normalmente mais baixas. E nessas condições, como o ar frio é mais denso que o quente, força a queima de mais combustível, o que significa mais desempenho. Portanto, se o motor consegue reservar sua proporção de ar frio para a primeira faixa de carga total – quando sai de velocidade muito baixa -, tem vantagem no processo de aceleração.

Red Bull e Ferrari acreditam que a Mercedes separa o ar frio do quente por algum tempo para a aceleração e faz isso ao esconder o ar por um caminho entre o intercooler e o plenum, o que rende até 20 cv na fase inicial de aceleração. Um pouco depois, o compressor empurra o ar mais quente e a vantagem deixa de existir.

Nada disso, porém, é ilegal. Então qual o problema? A dúvida que faz a Red Bull pedir revisão da FIA é até quando o ar conduzido até o plenum pode ser resfriado e, como tudo é feito através de sensores, se o sensor responsável por essa medição está numa parte em que os valores podem ser precisamente determinados. A Red Bull acha que não. Por isso, o pedido oficial que cheira a protesto.

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