F1

Sem esperar mágica, Alonso olha para corrida e diz que classificação no Brasil exige “volta perfeita”

Fernando Alonso reconheceu que as classificações não têm sido fáceis para a McLaren - mas mantém a esperança de se despedir do GP do Brasil com uma “volta perfeita”. Mesmo mostrando confiança, o espanhol assume que a equipe precisa trabalhar em detalhes para conseguir a melhora necessária para o sábado
Warm Up, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos / FELIPE NORONHA, de Interlagos
 Fernando Alonso (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

O dia de Fernando Alonso nesta sexta-feira (9) foi curto. Sem participar do primeiro treino livre, o piloto espanhol limitou o dia à sessão da tarde e terminou somente na 13ª colocação. O bicampeão mundial pediu atenção da equipe para melhorar a capacidade de volta em algum centésimo. Em Interlagos, segundo ele, qualquer melhora tem um efeito enorme.
 
Apesar do pedido, Alonso não mostrou grande otimismo com relação ao treino classificatório. Segundo ele, o panorama das últimas corridas não vai mudar de uma hora para outra. O objetivo é pontuar, nada mais. 
 
"Como sempre aqui no Brasil, alguns poucos centésimos te dão muitas posições. Precisamos, então, de uma volta perfeita amanhã. Temos que mexer no setup, porque um centésimo muda cinco ou seis posições. Temos muito trabalho a fazer, mas estou confiante depois e uma sexta-feira positiva. Vamos analisar tudo que aconteceu hoje, porque nosso foco é ser melhor amanhã. Temos que otimizar o trabalho.
Fernando Alonso (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"A classificação é mais difícil para nós. Todos sabem que gostaríamos sempre de colocar dois carros no Q3, mas não temos conseguido há algumas corridas. Isso não vai mudar magicamente, mas queremos os pontos, é o nosso objetivo conquistá-los", seguiu.
 
Mesmo sem ter participado do TL1, Alonso falou que a participação de Lando Norris foi positiva. O titular da McLaren para 2019 passou por todo o programa.
 
"A primeira sessão foi com Lando, mas pegamos todas as informações que queríamos pegar e todos os testes que queríamos fazer do ponto de vista aerodinâmico, não perdemos nada", seguiu.


Em clima de despedida

Assim como Alonso, Stoffel Vandoorne vai deixar a McLaren (e a F1) ao fim da temporada. Restam apenas o GP do Brasil, neste fim de semana, e a etapa derradeira em Abu Dhabi, no fim de novembro. O belga está a caminho da Fórmula E para correr pela HWA, braço da Mercedes na categoria dos carros elétricos.

Nesta sexta-feira, Vandoorne teve um dia particularmente difícil. Na primeira sessão, o belga foi superado pelo novato Norris, que terminou a manhã em 16º, enquanto Stoffel foi apenas o 19º e penúltimo. À tarde, Alonso voltou ao cockpit e concluiu o segundo treino em 13º. Vandoorne ficou a quase 0s3 do bicampeão e finalizou em 17º. No total, o piloto completou um número baixo de voltas: apenas 49 voltas durante o dia. Valtteri Bottas, o mais rápido da sexta-feira, deu 48 giros apenas à tarde.
Stoffel Vandoorne completou apenas 49 voltas nesta sexta-feira (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Ao GRANDE PRÊMIO, Vandoorne reconheceu que viveu uma sexta-feira bem complicada em Interlagos. “Foi um pouquinho difícil. Não rodamos o tanto que queríamos hoje, o que não é o ideal, mas é a forma como acontece às vezes. Vamos ver amanhã. Espero ter um dia bem melhor seguindo para a classificação com uma preparação um pouco melhor, vamos ver", declarou.

Para o fim da temporada, Stoffel só pensa em poder se despedir da F1 mostrando um bom trabalho. "É curtir, tentar me divertir o máximo possível, tentar fazer o melhor nessas duas últimas corridas com a McLaren, tentar finalizar em alta, vamos ver o que eu posso fazer”, concluiu.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathalia De Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui.