Última do grid, Haas torce por aumento de potência do novo motor Ferrari para 2022

Chefe da equipe, Guenther Steiner espera ver uma melhora significativa de potência nos carros da Haas em 2022, após as evoluções do motor Ferrari

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Em duas das últimas corridas já disputadas este ano, mais especificamente nos GPs de Rússia e Turquia, a Ferrari trouxe melhorias e trocou suas unidades de potência. Por isso, Charles Leclerc foi penalizado no grid de Sóchi e Carlos Sainz em Istambul. O upgrade funcionou imediatamente: o espanhol conseguiu escalar o pelotão para fechar em oitavo lugar na etapa turca, e o monegasco terminou em quarto nos EUA, confortáveis 24s à frente de Daniel Ricciardo, que veio logo atrás. E o chefe da Haas, Guenther Steiner, também está de olho na evolução dos italianos, ansioso para receber as novas peças.

No entanto, o chefe da equipe mais lenta do grid não espera que isso aconteça ainda em 2021. “É o que queremos ver”, salientou Steiner sobre a melhora de potência. “Este ano, o upgrade que eles fizeram não faria muita diferença para nós, eu diria. Mas é bom que o upgrade também consiga melhorar o motor da próxima temporada, e até lá eles melhoram o sistema”, acredita.

Steiner ressaltou os problemas que novos sistemas podem apresentar em seus primeiros testes, e destacou que, até o início da próxima temporada, qualquer falha deve ter sido resolvida. “Eles testaram este ano, então no ano que vem deve ser confiável”, acredita o dirigente. “Porque se você introduz algo novo, sempre tem problemas de confiabilidade. Quanto melhor o motor da Ferrari estiver, mais feliz eu estou”, disse.

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Mick Schumacher também não somou pontos pela Haas, mas apresenta resultados melhores do que Nikita Mazepin (Foto: Haas F1 Team)

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Sobre o desempenho da equipe em Austin, no GP dos Estados Unidos, Guenther se mostrou conformado. A falta de melhorias no carro indica que a Haas deve mesmo terminar o ano como equipe mais lenta do grid, mas o dirigente encontrou motivos para se alegrar com o rendimento de seus carros na pista do Texas.

“Não foi ruim”, avaliou. “É o que podemos fazer. O único problema que tivemos foi com o apoio de cabeça de Nikita [Mazepin]. Simplesmente saiu, não estava preso adequadamente, foi a única coisa ruim que aconteceu. De resto, foi de acordo com o plano. Aprendemos algumas coisas, especialmente os pilotos, como gerenciar esses pneus. Foram difíceis de gerenciar, mas isso é para todo mundo. Acho que eles fizeram um grande trabalho, tiraram o melhor do que nós tínhamos”, opinou, antes de falar também sobre Mick Schumacher.

“Não esperava que estivéssemos bem [em Austin] porque depende muito da potência. Acho que conseguimos o melhor possível com o carro que temos. Isso é muito bom, e ele [Schumacher] está fazendo um bom trabalho”, encerrou.

Schumacher e Mazepin terminaram o GP dos Estados Unidos, respectivamente, em 16º e 17º lugares, duas voltas atrás do vencedor Max Verstappen, da Red Bull. Atualmente, os dois pilotos ocupam os dois últimos lugares da tabela de classificação, os únicos titulares que ainda não conseguiram somar pontos – o mesmo vale para a equipe, sete tentos atrás da Alfa Romeo, penúltima colocada.

A Fórmula 1 volta a acelerar com a disputa do GP do México, entre os dias 5 e 7 de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

David Vidales quase decola e acerta Dino Beganovic. Os dois pilotos, da Prema, abandonaram em Monza (Vídeo: FRECA)
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