Após saídas de BMW e Audi, McLaren revela interesse em entrar no grid da Fórmula E

Apesar da vontade, a McLaren só pode entrar no grid da Fórmula E após o fim do acordo de fornecimento de baterias, na temporada 2022/23

McLaren na Fórmula E? A tradicional fábrica umbilicalmente conectada à Fórmula 1 já participa da categoria dos monopostos elétricos há alguns anos por meio do fornecimento das baterias padronizadas, mas estuda também entrar no grid com equipe própria nos próximos anos.

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Quem afirmou foi Zak Brown, diretor-executivo da McLaren. Desde a chegada de Brown na McLaren, a companhia voltou aos Estados Unidos, disputou as 500 Milhas de Indianápolis e passou a ter equipe própria na Indy. Agora, pensa em expandir.

A entrada na Fórmula E, entretanto, só pode acontecer a partir da temporada 2022/23. Isso porque a McLaren tem um acordo com a FIA: quem faz as baterias não pode competir. Como a Williams Advanced Engineering, que produziu as baterias da categoria entre 2014 e 2018, voltará a fazer o serviço para 2022/23, a McLaren se verá livre para disputar o campeonato.

“Fomos impedidos de competir na Fórmula E por sermos os fornecedores de bateria, então, dentro do acordo com a FIA, não podemos competir como uma equipe. Com a nova geração de carros vindo, em 2023 e sem que sejamos os fornecedores, é uma categoria que achamos muito interessante. É algo que estamos começando a avaliar mais de perto”, disse à revista inglesa ‘Autosport’.

A McLaren passou a ter equipe própria na Indy (Foto: Indycar)

É uma afirmação importante para a percepção pública da Fórmula E, já que, nas últimas semanas, Audi e BMW anunciaram que sairão do grid da categoria. Apesar disso, outras fábricas gigantes da indústria automotiva internacional – DS Citröen, Nissan, Jaguar, Mercedes e Porsche, por exemplo – seguem no campeonato. Para a McLaren, os anúncios abriram duas vagas num grid que estava fechado e também pedem a necessidade de uma reflexão.

“Não havia vagas abertas, então isso criou oportunidade. É positivo. Quando qualquer equipe ou fábrica deixa categorias, você precisa perguntar o motivo. A Audi anunciou que vai trabalhar com o hipercarro [do WEC], então, como estão na mesma família da Porsche e a Porsche está na Fórmula E, talvez a estratégia seja que cada uma deva estar em uma parte”, opinou.

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“O teto orçamentário está chegando na Fórmula E [imposto após o começo da pandemia], que começou barata e foi pelos ares, que é o que acontece. Agora, parece que vão implantar o teto antes que cresça mais. Ter dez equipes significa um grid muito forte, então não estou nem um pouco preocupado, mas é preciso entender o motivo de terem saído”, reforçou.

Além da Fórmula E, Brown também apontou mais discretamente para o próprio WEC, na nova classe LMDh, dos hipercarros. Tudo isso, entretanto, depende de não atrapalhar os esforços apontados para voltar ao topo da Fórmula 1.

“As duas categorias merecem nossa atenção e queremos terminar essa temporada e nos certificar de que nada disso será uma distração aos nossos esforços na Fórmula 1. Entramos na Indy, e acho que tivemos sucesso depois de um começo complicado em 2019. São coisas que estamos sempre olhando”, contou.

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“O critério é o mesmo que temos na Indy: achamos possível ser competitivos? Achamos que é sustentável comercialmente e na parte fiscal? Encaixa no que queremos para nossa marca? São caixas que você tem que confirmar checagem. É uma questão de perspectiva e de momento se formos entrar em alguma delas”, finalizou.

A próxima temporada da FE começa no próximo 16 de janeiro, com rodada dupla em Santiago, no Chile.

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