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Com McLaren e Carlin, Alonso começa Indy 500 mais perto de cair no Bump Day que faturar Tríplice Coroa

Fernando Alonso está louco atrás da terceira fase da Tríplice Coroa, a vitória na Indy 500. Acontece que a missão em 2019 é complicadíssima, com uma McLaren que não tem grande conhecimento da prova e uma parceira quase tão inexperiente quanto na Carlin

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
Fernando Alonso é um dos grandes pilotos da história do automobilismo mundial. Bicampeão na F1, sobra na temporada atual do WEC com a Toyota e, já há algum tempo, só sabe falar na Tríplice Coroa, seu sonho de consumo. Alonso, que já venceu em Mônaco e em Le Mans, busca o triunfo na Indy 500, a peça que falta para completar. 
 
Para se ter uma ideia do tamanho do feito que busca Alonso, apenas a lenda Graham Hill conseguiu vencer as três maiores provas do automobilismo mundial. No mesmo degrau de Fernando, com duas vitórias, estão: Tazio Nuvolari, Maurice Trintignant, AJ Foyt, Bruce McLaren, Jochen Rindt e Juan Pablo Montoya. O colombiano, aliás, quer também a Tríplice Coroa e anda fazendo as 24 Horas de Le Mans.
 
Ainda que a Indy 500 seja uma prova complicadíssima, quem não acompanha muito a categoria e viu Alonso em 2017 certamente coloca o espanhol como um dos favoritos para 2019. Só que não é bem assim. Nem de perto.
Fernando Alonso vai ter trabalho em 2019 (Foto: IndyCar)
A primeira novidade é o carro, que mudou bastante nos dois anos em que Fernando esteve distante da categoria. Agora, é mais arisco e pode ir para o muro mais facilmente, como o espanhol viu no TL2
 
Só que o maior problema está realmente na equipe do espanhol. Na McLaren, mas não só nela, também na parceira escolhida, a Carlin. Se com a Andretti havia a certeza de um carro para brigar por vitória, com a Carlin não há grande perspectiva.
 
E isso não se refere apenas aos treinos livres até aqui realizados, mas também a eles. Até agora, por exemplo, o time sofre para se colocar no top-20 com um dos quatro carros e Alonso nem entre os três primeiros ficou no dia inicial.
Fernando Alonso vai para sua segunda Indy 500 (Foto: IndyCar)
No TL1, teve alguns pequenos problemas, andou pouco, mas viu que o carro já não era essas coisas. No TL2, foi tentar tirar o atraso, era quem mais voltas havia completado, mas aí bateu. E lá se foi quase um dia inteiro de atividades. Para quem não anda faz tempo, uma diferença tremenda.
 
É quase impossível imaginar que Fernando repita a ida ao Fast Nine de 2017, é improvável também que lidere a corrida, que brigue por vitória. Sendo assim, com todas as circunstâncias, por melhor que Alonso seja e por mais interessante que seja sua presença na corrida no IMS, dá para dizer que é mais fácil que caia no Bump Day do que saia com a Tríplice Coroa já em 2019. 
 
De todo modo, é uma experiência interessante e que certamente não abalará o bicampeão mundial qualquer que seja o resultado. Alonso é um verdadeiro 'racer' e seu sonho não vai parar mesmo que venha um revés. Por enquanto, é acompanhar o que o gênio conseguirá fazer com menos que vários outros rivais.
 

 
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