Grosjean discute com família ida à Indy, mas despista sobre acordo: “É outra história”

Romain Grosjean segue em recuperação após o grave acidente sofrido no GP do Bahrein do ano passado. Sem vaga na Fórmula 1, o francês não descarta correr na Indy, mas um possível acerto depende de liberação da família

Quase dois meses depois do grave acidente que sofreu no GP do Bahrein, Romain Grosjean ainda sente consequências. Na forte batida contra a proteção ao lado da pista, o carro pegou fogo e deixou o ex-piloto da Haas com queimaduras nas mãos e em um dos tornozelos.

Fora do grid da Fórmula 1 e em recuperação, Grosjean detalhou o que tem feito em casa, exaltou o apoio da família e falou até mesmo sobre a questão psicológica após o mais grave acidente da carreira.

“As coisas estão bem. Ainda dói, mas não tenho mais uma tala no meu dedão ou esparadrapos nas minhas mãos. Por esse lado, consigo viver normalmente, o que é prazeroso. Tenho acompanhamento semanal com uma terapeuta. De resto, em casa, faço muitos exercícios e algumas coisas para trabalhar minhas mãos”, afirmou o franco-suíço em entrevista à publicação Ouest France.

Romain Grosjean ficou preso no carro por quase meio minuto (Foto: AFP)

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“Sinceramente, tudo tem sido muito bom. Não tive pesadelos e nem nada do tipo em casa. Trabalho isso com um psicólogo. Assim que foi possível, depois do acidente, conversei sobre isso para aliviar todo estresse pós-traumático ou qualquer tipo de desconforto”, completou.

Substituído na Haas, Grosjean segue sem assento definido no esporte a motor para 2021, apesar de algumas especulações. Na F1, porém, ele descartou qualquer tipo de retorno no futuro.

“Da visão como piloto, acho que acabou. Não quero voltar [para a F1] só por voltar, não me interessa. Ainda possuo um pequeno papel na GPDA [Associação de Pilotos da F1], vou continuar participando de encontros. Mas quero voltar a pilotar. Disse a mim mesmo, após o acidente, que se fosse preciso parar, tudo bem. Se não fosse o caso, continuaria”, declarou.

“[A Indy] é um campeonato legal, com bons pilotos e que acompanho de perto, sim. Se estou acertado, ou próximo disso, é outra história. De fato, lá correm em ovais, algo tecnicamente complicado. Vou ver com minha família sobre isso, estamos em discussão e trabalhando sobre a questão”, finalizou.

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