Calderón destaca acolhimento em teste na Indy: “Espero que outras categorias aprendam”

Tatiana Calderón aprovou a primeira experiência na Indy em teste em Mid-Ohio e, mais do que isso, valorizou a forma como a categoria trata as pilotas

Tatiana Calderón teve seu primeiro teste na Indy nesta terça-feira (6), com a Foyt, em Mid-Ohio. Em oportunidade recebida no carro de Sébastien Bourdais, por uma coincidência de patrocinadores, a colombiana acelerou no misto de Lexington e, mesmo com pouco tempo, já se encantou pela forma que foi tratada na categoria.

Sem citar nomes, Calderón colocou a Indy como exemplo para “outras categorias” quando o aspecto é acolhimento e, claro, oportunidades para as mulheres. No século, por exemplo, Danica Patrick, Sarah Fisher, Bia Figueiredo, Simona de Silvestro e tantas outras tiveram suas chances e ótimos momentos no grid do campeonato.

“A Indy é, historicamente, uma categoria com muitos talentos femininos e, ainda que seja só um teste, me senti bem acolhida e prestigiada. Já vivi situações na minha carreira em que isso não acontecia, aqui é bem mais aberto. Eles se preocupam com o show, querem dar as mesmas oportunidades e acho que poderia ser poderoso, até do ponto de vista do marketing, ter uma garota no grid. É bem legal saber que eles se preocupam em dar oportunidades, espero que outras categorias aprendam”, disse em entrevista ao site The Race.

Calderón competiu no Road to Indy entre 2010 e 2011 pela Juncos na Star Mazda, hoje Pro 2000. Após a passagem pelos EUA, se dedicou a competir na Europa, passando por F3 Euro, GP3 e Fórmula 2 até passar a competir no endurance. Ela disputa a temporada 2021 do WEC com a Richard Mille Racing Team.

Tatiana Calderón andou em Mid-Ohio (Foto: Foyt)

Tatiana contou que treinou da forma que foi capaz antes de entrar em um carro desconhecido e andar em uma pista por ela igualmente desconhecida. Outro ponto importante: uma conversa com o compatriota Juan Pablo Montoya.

“Fiz simulador em casa para tentar aprender a pista porque, além do carro, também não conhecia ela. Liguei para o [Juan Pablo] Montoya, para pegar algumas dicas, [Sébastien] Bourdais e [JR] Hildebrand também estavam lá me ajudando, falei bastante com eles. Fiquei impressionada com os freios, com a potência do carro. É um carro pesado, com bem menos downforce que na Super Formula, mas uma experiência bem legal”, seguiu.

A pilota contou que a Foyt gostou bastante da exibição e entende que outro ponto positivo foi ter andado logo depois da corrida da Indy e não antes, como acontece também em alguns casos.

“Definitivamente, ajudou ter sido logo depois da corrida porque eu tive informações ótimas do Bourdais para aprender. Acho que, pensando só nos tempos de volta, a equipe gostou. Disseram que ficaram impressionados com os tempos e com a forma como fui progredindo, acho que é o mais importante”, comentou.

No entanto, por mais que tenha sido um dia bem positivo, a colombiana não projeta os próximos passos. De acordo com Calderón, foi, acima de tudo, para não deixar passar uma oportunidade boa dessas na Indy.

“Inicialmente, foi mais para ter a experiência de guiar um carro desses. Acho que muita gente sentiu inveja, adorei essa oportunidade. Você precisa agarrar toda chance assim e fazer um bom trabalho. No momento, estou focada em fechar a temporada no WEC, tentar o melhor em Le Mans, encerrar bem na Super Formula e aí ver o que o futuro reserva”, completou.

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