Vitória de Palou em Portland é dura de explicar, mas vira reparação por azar recente

Álex Palou não teve uma atuação brilhante, mas venceu em Portland. E tudo bem. Tudo bem porque o catalão teve muito azar nas últimas duas corridas, então, levar um triunfo sem fazer muita coisa também faz parte

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Álex Palou não foi brilhante, não foi arrasador, provavelmente nem foi o piloto do dia, mas venceu o GP de Portland deste domingo (12). Dentro do contexto do campeonato, porém, dá para dizer que fez-se a justiça. Melhor piloto da temporada 2021 da Indy, o catalão merecia, enfim, um pouco de sorte depois de tanto azar recente.

A sequência de Palou anterior a Portland era daquelas de partir o coração e, do ponto de vista do mais pessimista, de perder as esperanças. Em questão de dias, uma diferença que poderia ser de mais de 50 pontos para os rivais virou uma desvantagem de 10 para Pato O’Ward.

A questão era saber como Álex reagiria e a pole do sábado mostrou que da melhor forma possível. A prova em si, como falamos, não foi sensacional. Prejudicado por um toque de Felix Rosenqvist em Scott Dixon, que o fechou logo na primeira curva, Palou caiu no pelotão e nem as estratégias mirabolantes da Ganassi foram capazes de ajudar na reação. Ou melhor, não pareciam ser.

Álex Palou venceu em Portland (Foto: IndyCar)

É difícil explicar como, mas Palou ganhou um caminhão de posições na última janela de pit-stops.Por algum motivo meio indecifrável, quem parava por último ia voltando mais na frente. Álex, então, se deu bem. Foi quase um milagre, verdade, mas tratemos como uma reparação do destino pelos acontecimentos recentes.

O motor estourado no GP de Indianápolis 2 que custou uns 40 pontos no confronto direto com Pato, a batida recebida de Rinus VeeKay em Gateway, tudo isso ficou para trás em Portland. Nem sempre o esporte é ‘justo’ nas idas e vindas, mas foi o caso com Palou. Melhor assim.

Pato O’Ward ainda tem boas chances de título (Foto: IndyCar)

Dito tudo isso, o campeonato segue completamente aberto. A vantagem de 25 pontos de Palou para O’Ward até é boa, mas duas corridas dão mais de 100 pontos, é muita coisa. Mesmo Josef Newgarden, que ficou correndo atrás o ano todo, aparece só 34 atrasado e ainda respira, depois de ótima prova de recuperação no misto do Oregon.

No meio da confusão, tem lá Scott Dixon, que segue longe de fazer um grande campeonato, mas continua em uma distância, de certa forma, contornável, 49 atrás de Palou. O GP de Portland serviu também para praticamente descartar Marcus Ericsson da briga, mas o sueco deve se dar por feliz com um top-5 encaminhadíssimo em 2021.

A Indy volta já na semana que vem, com o último misto do ano, em Laguna Seca. Depois, daqui 15 dias, encerra a temporada com o GP de Long Beach, nas ruas californianas.

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