Gostosuras ou travessuras? Endiabrado, Quartararo assombra rivais na Malásia

Conhecido por ‘El Diablo’, Fabio Quartararo fez suas travessuras nesta sexta-feira (1) e dominou a MotoGP com mão de ferro. Em dia de presente da SIC/Yamaha, o francês superou ― com folga ― o recorde de Sepang

O Dia das Bruxas já acabou, mas, ao que parece, Fabio Quartararo não sabe que 1 de novembro é destinado à celebração do Dia de Todos os Santos. Fantasiado de ‘El Diablo’, o piloto da SIC não quis saber de pedir doces à vizinhança e partiu logo para as travessuras nesta sexta-feira de MotoGP, em Sepang.
 
A primeira diabrura aconteceu ainda nesta manhã, quando o #20 baixou em 0s026 o recorde da pista malaia ― estabelecido em 2015 por Dani Pedrosa. De tarde, porém, Fabio foi ainda mais travesso e aproveitou os minutos finais do segundo treino livre para superar a própria marca em 0s451 e assustar a concorrência.
 
Voando, o francês aproveitou a melhor de suas 15 voltas nesta tarde para assombrar os rivais com a única volta em 1min58s registrada neste primeiro dia no traçado de Selagor: 1min58s576. Companheiro de SIC, Franco Morbidelli foi quem mais se aproximou, mas ficou a 0s534 do #20.
Fabio Quartararo (Foto: SIC)
Quem se esbaldou nos doces, porém, foi a Yamaha. Com exceção de um único intruso, a marca de Iwata foi soberana neste primeiro dia de atividades, com suas quatro motos todas no top-5: Maverick Viñales fez o quarto tempo, ligeiramente à frente de Valentino Rossi, o quinto. O time dos três diapasões, por sinal, arrecadou tantas gostosuras que até saiu distribuindo: a SIC anunciou que contará com duas YZR-M1 em especificação A em 2020, o que significa que, assim como acontece hoje com Morbidelli, Quartararo também terá um protótipo igual ao do #46 e do #12.
 
Com combinado dos dois treinos, aliás, a KTM foi a única que não conseguiu vaga no top-10: além das quatro YZR-M1, a lista dos dez mais rápidos conta com duas Honda ― Marc Márquez e Cal Crutchlow ―, duas Ducati ― Andrea Dovizioso e Jack Miller ―, a Suzuki de Álex Rins e a Aprilia de Aleix Espargaró.
 
Além de um dia de magia da Yamaha, salta aos olhos a pequena diferença entre os demais pilotos. Enquanto Quartararo se isolou, os outros andaram bem próximos: Dovizioso, por exemplo, foi só 0s096 mais lento que Morbidelli. Viñales, por sua vez, fechou o dia com 0s012 de atraso para o #4, mas com 0s066 de frente para Rossi.
 
Campeão antecipado, Marc Márquez não teve dos dias mais encantados. A manhã do piloto da Honda foi um tantinho mais tumultuada, já que o #93 teve problemas com a RC213V e precisou ser empurrado de volta aos boxes. Antes, o espanhol fez uma daquelas suas salvas. Na parte da tarde, o hexacampeão da MotoGP foi 1s302 mais lento que seu melhor tempo no TL1, mas acabou com o sexto tempo combinado, 0s029 mais rápido que Álex Rins, que tampouco melhorou de tarde.
 
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Falando à imprensa nesta tarde, Quartararo não escondeu a alegria com o desempenho, especialmente por ter alguma vantagem em relação aos rivais em termos de ritmo de corrida.
 
“Foi um dia incrível”, disse Quartararo. “Essa manhã nós já tínhamos feito um tempo de volta realmente rápido, mas de tarde nós também trabalhamos no ritmo e fizemos duas saídas com os dois pneus, onde nos sentimos realmente bem. Quando colocamos o pneu novo, eu estava me sentindo ótimo. Só dei 100% de mim e conseguimos baixar bem de 1min59s”, contou.
 
“Estou realmente feliz, mas nós ainda precisamos trabalhar bastante no meu estilo de pilotagem e na moto”, frisou. “Estou feliz, pois sei que temos ― um pouco, mas não muita ― margem no ritmo”, apontou.
 
Perguntado sobre o anúncio de que terá uma moto igual ao time de fábrica em 2020, Fabio respondeu: “Honestamente, foi uma grande surpresa hoje. Estou realmente feliz em ter a especificação A da moto de 2020, então obrigado ao time, à Yamaha e a Petronas por tornarem isso possível”.
 
Apesar do dia dominante, Fabio não está 100% em forma, já que carrega uma lesão de um tombo em Phillip Island. 
 
“Em relação ao meu tornozelo, está bem dolorido hoje, mas quando você está correndo e está dentro do top-3, você esquece um pouco a dor”, completou.
Intrometido no pelotão de Yamaha, Dovizioso se mostrou satisfeito por se encontrar numa situação melhor do que o esperado, mas alertou que a concorrência ainda não mostrou tudo que pode fazer.
Andrea Dovizioso (Foto: Divulgação/MotoGP)
“Está bastante calor, o pneu é um pouco diferente do ano passado, e nós fomos bem rápidos, especialmente porque tentamos um acerto diferente de tarde, uma coisa grande, e a funcionou na maioria das coisas. Estou realmente feliz com isso”, contou Andrea. “Pude ser consistente com pneus usados, então estou feliz, mas acho que ainda não está claro, acho que alguns pilotos não mostraram o máximo”, continuou.
 
“Acho que ainda temos algo a fazer em muitas áreas, mas, no geral, estou mais feliz do que esperava. Eu estou no grupo, mas nós sabemos como é difícil na corrida aqui com o calor, mas estou feliz com a maneira como começamos”, insistiu.
 
O #4 considerou que Viñales é um pouco mais rápido e destacou que espera Márquez mais forte na hora da corrida.
 
“Maverick é um pouco mais rápido, mas, depois, somos muitos pilotos, como aconteceu nos treinos em muitas corridas. Nós temos um ritmo similar. Parece que temos o mesmo ritmo, mas na corrida é diferente”, expôs. “Você não sabe realmente enquanto não chega na corrida. Acho que Marc ainda está trabalhando, ele normalmente é um pouco mais rápido na corrida, então vamos ver, especialmente se teremos mais alguma sessão com pista seca, o que vai afetar muito”, alertou. 
 

O GP da Malásia de MotoGP está marcado para o domingo, às 4h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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