GUIA 2022: MotoGP mantém estabilidade e só tem mudanças pontuais no regulamento

Mesmo sem grandes alterações no código da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), o Mundial de Motovelocidade traz algumas novidades pontuais no regulamento para o campeonato das três classes em 2022

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JÁ OUVIU AQUELA MÁXIMA DE QUE EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE? No caso do Mundial de Motovelocidade, é mais ou menos assim. Em um momento de alta competitividade e grid completinho na MotoGP, estripulias se fazem desnecessárias no regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). Ainda assim, algumas mudanças pontuais foram aplicadas, tanto nos códigos esportivos e técnicos, quanto no regulamento médico.

A mudança mais recente ― e que talvez seja a mais notória para o grande público ― diz respeito ao resultado de corridas que são encerradas em bandeira vermelha. Até o ano passado, a opção era a de validar o resultado da última volta completada por todos os pilotos, o que, vez ou outra, culminava com uns resultados um tanto esquisitinhos. Agora, porém, o desfecho da disputa vai levar em conta a última vez que o líder do GP passar pela linha de chegada antes da sinalização. E, caso nem todos tenham completado o giro, então os que não o fizeram terão o resultado validado pela volta anterior.

Regulamento sofreu pequenas alterações para 2022 (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Outra alteração diz respeito à elegibilidade dos pilotos para as corridas. Antes, só podiam competir aqueles que tinham registrado um tempo pelo menos 107% igual ao do piloto mais rápido do fim de semana em qualquer treino livre ou na classificação. Agora, essa marca cai para 105%.

A MotoGP modificou, ainda, a alocação de pneus, em acordo entre Dorna, Michelin e IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida). Agora, o total de 12 compostos slicks traseiros serão distribuídos da seguinte forma: até seis da especificação A, quatro da B e três da C.

O código da FIM reforça, também, que equipamentos de segurança dos pilotos, como macacão, botas e luvas, têm o único objetivo de protegê-los e, por isso, não são permitidos componentes que causem efeitos aerodinâmicos. O diretor técnico é quem vai determinar o que constitui função aerodinâmica ou não.

No caso do código disciplinar, a FIM criou a figura do Juiz de Fatos, que vai julgar lances como queimas de largada e violações ao limite de pista, entre outros. As decisões desse árbitro, contudo, não poderão ser questionadas.

O Código Médico da FIM também passou por alterações com a finalidade de oferecer mais garantias na hora de liberar pilotos para retornarem à ativa após lesões. A ideia é que os médicos revisem lesões na cabeça e concussões, traumas torácicos, abdominais e musculoesqueléticos, como fraturas, por exemplo, de forma mais cuidadosa e, em caso de dúvidas, tanto o comissário médico quanto o diretor médico e o médico da FIM podem solicitar outras opiniões para determinar a aptidão ou não de um competidor.

Outra mudança é que, a partir de agora, os capacetes de todos os pilotos levados ao centro médico para avaliação serão retidos para controle do diretor técnico antes de serem devolvidos. Em caso de lesão na cabeça, incluindo concussão e perda de consciência, o item de segurança será enviado ao Laboratório da FIM, na Universidade de Saragoça, para uma análise não destrutiva ― exceto em casos em que a lei local impede essa movimentação.

A fabricante do casco será notificada dos testes e tem direito de aprovar ou recusar, assim como acompanhar os estudos. Depois da inspeção, a peça será devolvida a piloto, equipe ou fabricante.

No caso de Moto3 e Moto2, o regulamento esportivo aponta uma mudança no tamanho do warm-up, que caiu de 20 para dez minutos.

A Comissão de GP decidiu, ainda, limitar a 17 anos a idade de pilotos substitutos ou wild-cards para Moto3 e Moto2 em 2022. A partir de 2023, a idade mínima para todo o grid será de 18 anos nas três classes do Mundial de Motovelocidade.

O descongelamento dos motores

Tal qual já estava previsto, o regulamento para 2022 liberou as fábricas da MotoGP para desenvolverem as motos, diferente do que aconteceu no ano passado, quando a evolução foi congelada como medida para conter os custos e limitar o impacto econômico da pandemia de Covid-19.

Agora, todas as fábricas da classe rainha puderam trazer novidades, o que promete afetar a ordem de forças do grid.

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