Honda apresenta motos de Mir e Marini em busca de novo passo adiante na MotoGP
A Honda exibiu as motos de Luca Marini e Joan Mir para a temporada 2026 da MotoGP. Distante das vitórias e do sucesso de outrora, a montadora japonesa espera manter a boa forma que exibiu na reta final do ano passado
Depois de Pramac, VR46, Aprilia, Ducati, Yamaha, Trackhouse, KTM, Tech3, Gresini e LCR, a Honda fechou a lista de apresentações das equipes com a exibição das motos de Joan Mir e Luca Marini para a temporada 2026 da MotoGP. Às vésperas dos primeiros testes de pré-temporada, na Malásia, o time de fábrica da montadora japonesa exibiu o visual do ano nesta segunda-feira (2).
No evento online de apresentação, a Honda não escondeu as dificuldades pelas quais passou nos últimos anos, mas contou a história do renascimento do ano passado e a busca para voltar ao topo “fortalecendo todos os aspectos do nosso produto: a moto, os pilotos e a equipe”.
“O poder dos sonhos segue guiando a Honda para a próxima era das corridas”, indicou.
Em termos de layout, a Honda fez apenas mudanças discretas em comparação com o ano passado. A moto segue basicamente nas cores da companhia: vermelha, branca e azul. A Castrol é a patrocinadora principal, mas a marca da própria fábrica japonesa ainda ganha um destaque gigantesco na carenagem.
📷 Confira imagens da RC213V da Honda para temporada 2026 da MotoGP

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O grande objetivo da Honda para 2026 é, sem dúvida, dar mais um importante passo adiante. Em 2025, a montadora melhorou consideravelmente na pontuação, somando 280% pontos a mais do que no ano anterior, avançando para o grupo C de concessões — ao lado de KTM e Aprilia. Com isso, porém, perdeu direitos relativos ao desenvolvimento, como trabalhar o motor ao longo do ano e com pilotos titulares.
O salto viu uma vitória no GP da França, mas com Johann Zarco, que corre na satélite LCR. Os pontos altos de 2025 no time de fábrica vieram com Joan Mir, que conseguiu dois pódios, no Japão e na Malásia, ambos na terceira colocação. Agora, o objetivo da Honda é criar uma consistência e incomodar ainda mais outras montadoras.
Para alcançar essa consistência, a Honda manteve a dupla de pilotos que levou à oitava posição do Mundial de Equipes, com Joan Mir e Luca Marini. Juntos, precisam encontrar ainda mais melhorias na RC213V no último ano do atual regulamento.
Entre os pilotos, Joan Mir vai para o quarto ano consecutivo na Honda. Dono de dois pódios na temporada passada, o campeão mundial de 2020 precisa dar um salto e evitar as muitas quedas que o atrapalharam nos campeonatos recentes e que o deixaram apenas em 15º na tabela.
A possibilidade de melhora vem em bom momento para o espanhol, ameaçado de perder a vaga. Rumores apontam que Fabio Quartararo tem sido ligado a um posto na Honda para 2027, provavelmente na vaga hoje ocupada por Mir.
Luca Marini, por outro lado, vai para o terceiro ano na montadora japonesa. Apesar da ausência de pódios, o italiano foi quem melhor entendeu a evolução da RC213V, com direito a 12 participações no top-10, mesmo com uma grave lesão sofrida no meio da temporada e três corridas a menos.
Presidente da HRC, a divisão de corridas da Honda, Kohi Watanabe destacou que a meta é seguir a mesma trajetória do ano passado e exaltou o papel de Mir e Marini na evolução da moto.

“É um prazer ajudar a revelar a equipe Honda HRC Castrol de 2026 e sublinhar o nosso esforço global para voltar ao topo do Mundial de MotoGP”, disse Watanabe. “É um ano especial para a Honda HRC, já que nós celebramos o 60º aniversário da nossa primeira participação na classe rainha, e estamos buscando celebrar este momento histórico ao longo de 2026”, seguiu.
“Todos na equipe desempenham um papel, assim como todos os nossos parceiros, e quero agradecê-los profundamente a todos os envolvidos pelo progresso que fizemos em 2025”, comentou. “Nossa meta para esta temporada é clara: queremos continuar na trajetória em que estamos e consistentemente batalhar pela ponta. Luca Marini demonstrou firmeza e uma mente técnica apurada, com a determinação e a resiliência de Joan Mir inspirando a todos nós. Também gostaria de parabenizar a Castrol pelos esforços na nossa parceria que continua a se fortalecer”, encerrou.
Assim, a Honda começa 2026 cheia de motivos para ser otimista em busca de um salto ainda maior de performance. A pressão, contudo, será maior. Afinal, quem já esteve no topo, fica desacostumado com tanto tempo longe das primeiras posições.
A MotoGP volta a acelerar no dia 3 de fevereiro, para o primeiro dos três dias de testes pré-temporada em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa de todas as atividades da classe rainha, assim como das outras categorias do Mundial de Motovelocidade.
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