Zarco justifica ruptura com Ducati e diz que Honda ofereceu “projeto de dois anos”

No último domingo (20), a Pramac anunciou a saída ao fim da temporada e, logo depois, Johann Zarco confirmou que vai defender a LCR Honda a partir do próximo ano. Francês destacou a duração do contrato como ponto chave

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Johann Zarco explicou que o fato de a Honda ter lhe oferecido um contrato de dois anos na MotoGP pesou na decisão de romper com a Ducati. Além disso, o francês destacou que não tinha nenhuma garantia de que seguiria com a Pramac na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

No domingo (20), logo após o GP da Áustria, a Pramac anunciou que Zarco só fica na equipe até o fim da temporada 2023. Logo depois, o #5 confirmou que vai migrar para a LCR no próximo ano. O anúncio oficial, contudo, ainda não foi feito pela equipe de Lucio Cecchinello.

Johann Zarco explicou decisão de deixar a Ducati (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Com a mudança, Zarco abandona a Ducati, que tem a melhor moto do grid, para guiar a RC213V, que luta para não ficar como pior moto da MotoGP em 2023.

Zarco revelou que teve dificuldades para assinar o contrato que foi oferecido pela Ducati, não só pela duração dele, mas também por não ter a certeza de que correria com a Pramac. A equipe italiana ainda aguarda uma decisão de Marco Bezzecchi, que pode seguir na VR46.

“Tive de pensar a respeito por algumas semanas”, disse Zarco ao site da MotoGP. “[Apesar] desses bons resultados nesses três anos com a equipe Pramac, foi duro renovar agora. São muitas Ducati competitivas, muitos jovens, então foi duro assinar outra vez, inclusive por não ter sequer a certeza se estaríamos na Pramac ou em outra equipe Ducati”, seguiu.

“Então a oferta e a discussão com a Honda e [Lucio] Cecchinello foi bem interessante. Tive a oportunidade de ter um projeto de dois anos, aos 33. É bom para se projetar e, como atleta, fazer o melhor que puder”, defendeu. “Sei que, quando estou na moto, dou muito e posso fornecer também boas informações”, observou.

A troca da melhor moto do grid por uma que precisa se desenvolver remete a passagem de Zarco pela KTM. Na época, o francês não lidou bem com uma moto que não tinha condições de vencer e acabou abandonando um contrato de dois anos após cerca de 1/4.

“Cresci muito desde 2019, quando tive a difícil experiência com a KTM. Mas a Honda é outra história. Mesmo que agora estejam em dificuldades, não tenham uma moto vencedora no momento, ainda é a Honda e eles têm a capacidade de reagir se encontrarem o rumo certo com o desenvolvimento”, ponderou. “Então serei o mais orgulhoso se puder fazer parte disso e ficarei muito satisfeito se puder ter performance”, acrescentou.

“Ainda tenho muitas corridas para fazer com a Pramac. Parece que amanhã já é 2024, mas ainda temos quase meia temporada para fazer, e a realidade é que a Ducati ainda está me dando o melhor, como estou fazendo por eles. Somos profissionais e faremos os melhores resultados que pudermos. Acho que pódios ainda são possíveis. Temos de lutar pela Pramac na primeira posição do Mundial de Equipes e até mesmo por mim, pois ficar no top-5 do campeonato seria uma grande satisfação”, frisou.

Veterano na MotoGP, Zarco já testou motos de cinco marcas diferentes: fez um teste com a Suzuki antes de estrear, correu com a Yamaha da Tech3 nos dois primeiros anos, foi titular da KTM, guiou a Honda como substituto de Takaaki Nakagami por três GPs e competiu com a Ducati em Avintia e Pramac nos últimos quatro anos.

Indo para a LCR para substituir Álex Rins, que partiu para a Yamaha, Zarco não teve sentir o mesmo incomodo do antecessor, que, após seis anos como piloto de fábrica da Suzuki, ficou insatisfeito com a velocidade com que as novidades da Honda chegavam para a equipe satélite.

“Não tenho a mesma característica de Álex Rins e tive experiências diferentes com Yamaha, KTM, a Honda por três corridas, até mesmo guiei a Suzuki há sete anos. E agora tenho quatro anos com a Ducati. Então tentei me adaptar a muitas situações”, indicou. “Álex venceu a corrida de Austin. Isso foi incrível. Mas ele teve dificuldades e também sofreu uma lesão, então foi um momento difícil para ele. Não sei como eram as coisas para ele [com a HRC], mas é um desafio que assumo e acho que, com a experiência que tenho, estou pronto para controlar a situação da melhor maneira possível”, avisou.

Por fim, Johann assegurou que está muito mais preparado para o desafio que tem pela frente do que quando migrou para a KTM.

“Vai ser diferente, pois a minha vida é diferente agora. Cresci como atleta e encaro a situação como um passo atrás. Quando pulei da Yamaha para a KTM, queria vencer corridas a qualquer custo, então foi por isso que me sentia muito mal quando estava atrás na classificação. Foi por isso que disse a KTM que era ‘melhorar parar de me pagar por nada’”, recordou. “Agora é outra mentalidade. E, como disse, encaro como um projeto, que é muito bom. Garantir esses dois anos na MotoGP é a melhor posição e é também onde quero estar, pois sou muito competitivo”, defendeu.

“Por isso que quero viver bem esse desafio e vou viver melhor do que com a KTM, pois sou simplesmente mais maduro. Sei que, em caso de problemas, vou lidar muito melhor do que no passado”, concluiu.

MotoGP retoma as atividades no fim de semana do dia 3 de setembro, com o GP da Catalunha, a ser disputado em Barcelona. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das classes menores Moto2Moto3 e MotoE.

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