Marc Márquez aproveita segunda vida na MotoGP e vira bicho-papão para 2025

Em poucas etapas, Marc Márquez provou que sair da Honda foi um grande acerto e que segue o veloz piloto que conhecemos na última década, que destruiu concorrentes e empilhou vitórias. Por isso, vira uma grande ameaça para todo o grid da MotoGP em 2025

A temporada 2024 era crucial para Marc Márquez. Após uma década na Honda, o espanhol tinha que se reinventar na satélite Gresini e se adaptar a uma nova moto, longe da RC213V que deu seis títulos mundiais entre 2013 e 2023. Mais do que isso, teve a chance de novamente ser competitivo após o calvário que culminou na surpreendente mudança. Como prêmio pelo ressurgimento, foi promovido e vai pilotar a Ducati, principal equipe do grid neste momento, a partir de 2025.

Para contarmos melhor essa história, precisamos voltar no tempo. Depois de uma dominante temporada 2019, com 12 vitórias e quase 160 pontos de vantagem para o vice Andrea Dovizioso, Márquez chegava como grande favorito para o hepta da MotoGP em 2020, mas o início do campeonato foi adiado pela pandemia de Covid-19.

Quando a disputa finalmente começou na Espanha, quatro meses depois, o espanhol caiu com força e se lesionou. Começava, ali, o grande drama da carreira. Após diversas cirurgias, incertezas sobre a sequência da carreira e muito isolamento, voltou às pistas em 2021, mas ainda longe de ser o bicho-papão de antes, ainda que as vitórias de Alemanha, Austin e Misano tenham enganado bem.

Como nada poderia ser perfeito, Marc perdeu as duas últimas etapas de 2021 após um acidente durante de treino de motocross que afetou sua visão e novamente colocou o andamento da carreira em risco. Mesmo assim, voltou para 2022 e a impressionante queda no warm-up do GP da Indonésia o fez parar de novo. Voltou a ser um fantasma do piloto vencedor de outrora.

Marc Márquez finalmente se reencontrou na carreira na MotoGP (Foto: Red Bull Content Pool)

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Em 2023, o #93 fraturou a mão direita ainda no primeiro fim de semana da temporada e precisou passar por cirurgia. Mas o pior momento veio mesmo na Alemanha, uma pista onde enfileirou vitórias por anos. Marc caiu tantas vezes em Sachsenring que, depois do quinto tombo, no warm-up, optou por não correr. Ele tinha fratura em um dedo da mão esquerda, além de hematomas e uma lesão no tornozelo. Na prova seguinte, na Holanda, os tombos voltaram a se repetir, o que piorou uma fratura de costela e culminou em nova ausência.

Mas, mesmo neste cenário, deixar a Honda não foi fácil. Marc encara a montadora como família e disse reiteradas vezes que trata-se de um até logo, não um adeus. Sem ritmo e longe do melhor desempenho, o hexacampeão da MotoGP juntou forças com o irmão Álex e foi para a Gresini. Uma equipe modesta, é verdade, com clima até familiar, mas que conta com motos da Ducati, a atual dominadora do grid da classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Ali, Marc viu a chance de renascer.

Em apenas sete etapas, Márquez se colocou de cara entre os primeiros colocados, com direito a três pódios em corridas e quatro em sprints, além de uma comemorada pole-position em Jerez, diante da própria torcida. A sonhada vitória ainda não chegou, com o jejum de mais de dois anos ainda em andamento. Mesmo assim, o desempenho encantou a todos na montadora italiana e logo o nome do espanhol virou especulado no time de fábrica.

Marc Márquez encantou dirigentes da Ducati em poucas etapas (Foto: Red Bull Content Pool)

Quando a chance de perder Márquez apareceu na Ducati, os dirigentes não perderam tempo e garantiram o melhor piloto do grid para a temporada 2025. E a união é crucial para assustar todo mundo, inclusive o futuro companheiro Pecco Bagnaia, mesmo que seja dono dos últimos dois títulos da MotoGP.

Afinal, juntar o melhor piloto da atual geração com a melhor moto dos últimos tempos parece uma combinação impecável. O campeonato de 2024 ainda está no começo, mas já podemos pensar no de 2025 e projetar a força dessa dupla, ainda que o espanhol precise de adaptação a essa nova moto que vai ganhar.

O processo de ressurgimento de Marc Márquez ainda está incompleto. Falta uma nova vitória e até mesmo uma briga por título, mas já podemos que está em estágio avançado. Depois de tudo que vimos em poucos meses de 2024, o prazer em pilotar está novamente correndo nas veias do hexacampeão, com cada vez mais gana. De piloto apagado e esquecido no fim do grid com a Honda, agora voltamos a lembrar do #93 como a grande ameaça.

MotoGP volta a acelerar entre 28 de 30 de junho para o GP dos Países Baixos, em Assen, com a 8ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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