Viñales aproveita aderência e chega à Holanda com pé direito em meio à crise com Yamaha

O espanhol fechou o primeiro dia de treinos no topo da folha de tempos, com 1min33s072 ainda no TL1 em Assen, 0s111 mais lento, Pol Espargaró ficou com o segundo tempo, com Miguel Oliveira aproveitando os breves instantes de pista mais seca durante a tarde para arrematar a terceira colocação desta sexta-feira (25)

Como foi o GP da Alemanha de MotoGP vencido por Marc Márquez (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

O primeiro dia de treinos da MotoGP para o GP da Holanda foi um tantinho tumultuado. A previsão de chuva se confirmou mais cedo do que o esperado e apenas a primeira sessão do dia foi feita completamente com pista seca. Mas apesar das condições instáveis, foi Maverick Viñales quem assegurou o melhor tempo desta sexta-feira (25).

Vivendo um momento de crise dentro da Yamaha, já que se sente desrespeitado pela equipe dos três diapasões, o ‘Top Gun’ chegou ao traçado de Drenthe prometendo seguir à risca o acerto da YZR-M1 de Fabio Quartararo. Algo que não foi necessário neste primeiro dia.

Maverick Viñales colocou a Yamaha na liderança nesta sexta-feira (Foto: Yamaha)

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“Disse que tentaria copiar a configuração de Quartararo, mas não precisava mesmo. Provavelmente, tentarei amanhã se tiver problemas, mas espero que o fim de semana corra bem”, afirmou.

Com a marca de 1min33s072 estabelecida ainda pela manhã, Viñales comandou os trabalhos neste primeiro dia em Assen. Na segunda atividade, que foi esvaziada pela chuva, o espanhol chegou apenas em 1min33s241, mas mesmo assim foi o mais rápido do treino vespertino.

“Hoje correu bem”, resumiu Viñales. “Honestamente, não esperava ser competitivo e rápido. Quando vi no TL1 1min33s0 com 20 voltas no pneu, pensei: ‘Sério, essa é uma volta rápida’”, relatou.

“Nesta tarde, eu estava passeando e tentando ter um melhor entendimento, então esta marca de 1min33s2 também é boa”, avaliou. “Basicamente, conseguimos uma boa aderência com a moto e posso fazer mais ou menos o que quero na pista. Posso pilotar com as linhas que quero e isso compensa nos tempos de volta”, explicou.

Pol Espargaró foi a melhor Honda do dia (Foto: Repsol)

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Vale ressaltar, porém, que o clima dentro da Yamaha não é nada bom. E mais um sinal disso veio nesta sexta-feira, quando o piloto deixou de atender a imprensa como tradicionalmente faz.

0s111 mais lento que Viñales, Pol Espargaró ficou em segundo. Curiosamente, os dois espanhóis vivem um momento de dificuldade, com o piloto de Granollers prometendo um Ctrl+C e Ctrl+V em tudo que Marc Márquez fizer para tentar uma melhor atuação a bordo da RC213V.

“Hoje foi um bom dia. A moto está funcionando bem, eu estava feliz pilotando e também como queria. Tudo estava saindo facilmente, não tinha de forçar ou pilotar acima do limite da moto”, comentou. “De tarde, nós planejávamos testar algumas outras coisas, mas a pista mudou muito, mesmo com pouca chuva”, relatou.

“No geral, o resultado é muito bom e eu estou realmente feliz com a maneira como o dia correu”, frisou. “No novo asfalto é muito bom, tem muita aderência e ajudou a tornar este primeiro dia realmente muito bom. A queda de hoje foi pequena, meu macacão sequer ficou danificado! O tempo de volta de hoje mostra o quão feliz estou pilotando essa moto!”, ressaltou.

Vivendo um bom momento depois de um início de temporada irregular, Miguel Oliveira mais uma vez foi protagonista. O português cravou 1min33s400 e ficou com o terceiro tempo do dia, 0s328 atrás de Viñales.

“Foi um bom primeiro dia. Não foi dos mais suaves, pois foi uma sessão improdutiva no primeiro treino. Depois disso, a equipe reagiu bem e me deu uma boa solução para começar o TL2. Eu me senti imediatamente mais competitivo”, relatou Miguel. “Mas foi uma pena que realmente não tenhamos podido entender o quão mais longe poderíamos chegar com o acerto da moto e ver nosso verdadeiro potencial”, seguiu.

“Mas foi assim para todo mundo. Nosso trabalho amanhã é estarmos prontos para qualquer condição e sermos rápidos no TL3 para irmos direto para o Q2”, apontou. “Estávamos basicamente buscando ganhar mais agilidade nas curvas rápidas. Então as mudanças que fizemos foi com este objetivo. Conseguimos isso, então agora precisamos trabalhar um pouco mais, fazer mais voltas, para saber qual teria sido o próximo passo”, frisou.

Miguel Oliveira foi a melhor KTM do dia (Foto: Rob Gray/Polarity Photo)

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“Foi um primeiro dia positivo. No TL1, o pneu macio me deu uma sensação um pouco estranha, então, levando isso em consideração, olhando para o meu ritmo, não foi tão ruim. No TL2, tentamos o dianteiro médio e o traseiro duro, pois sabíamos que as condições poderiam mudar a qualquer momento, então era bom testar também o pneu duro”, ponderou. “Acho que fizemos um bom trabalho”, opinou.

“No molhado, fui um pouco cauteloso demais, pois estou em uma situação na qual não quero cometer nenhum erro bobo, mas sinto que foi um dia normal para nós”, considerou. “Encontramos o feeling, isso está lá. Precisamos melhorar em algumas curvas onde estava com dificuldade hoje, mas digamos que já estamos em uma ótima posição”, observou.

Álex Rins ainda não está zerado depois de fraturar o braço em Barcelona, mas conseguiu o quinto tempo, só 0s429 atrás do líder do dia da MotoGP.

“No geral, me sinto bem, especialmente por já estar no top-10. Esperávamos chuva nesta tarde, então de manhã usei o pneu macio para me ajudar a cravar um tempo forte para me manter dentro do top-10”, contou. “A moto parece boa, mas estou ansioso para fazer mais algumas voltas amanhã como uma espécie de simulação de corrida para checar a longevidade do pneu e auxiliar a minha escolha para a corrida”, antecipou.

Marc Márquez sofreu uma queda forte, mas escapou de lesões mais sérias (Foto: Repsol)

“O novo asfalto tem uma aderência inacreditável, o que é fantástico, então isso ajuda com essa previsão do tempo ruim que nós temos”, ponderou. “Ainda tenho um pouco de dor no braço, pois é uma pista física, mas está tudo bem”, garantiu.

Marc Márquez, por outro lado, viveu uma sexta-feira muito mais tumultuada. O espanhol sofreu uma fortíssima queda na segunda sessão do dia, mas escapou de lesões maiores. O vencedor do GP da Holanda fechou o dia na sexta posição, 0s488 atrás de Maverick.

O irmão de Álex apontou um problema com o controle de tração e cobrou uma solução, já que espera conseguir recuperar a confiança para amanhã.

“Antes de mais nada, preciso dizer que me sinto sortudo por ter escapado em uma boa condição no geral. Esse tipo de queda pode ser muito dura e muito séria. É doloroso, mas não tem nada de errado”, disse Marc “Foi uma queda estranha, pois não acho que estivesse acima do limite e eu estava pilotando como de manhã, encontrando o limite e qual caminho seguir”, seguiu.

“Nesta curva, dependo muito do controle de tração, mas ele não estava lá e, quando virei, a traseira começou a escorregar e eu caí. Precisamos entender o que aconteceu para termos a confiança para forçar naquela curva outra vez, pois agora vai faltar confiança para amanhã”, previu. “Antes disso, estávamos tento um dia positivo e eu estava me sentindo bem no TL2”, comentou.

Vice-líder do Mundial, Johann Zarco foi 0s636 mais lento que Viñales e acabou em oitavo, com 1min33s708. Apesar de Assen ser conhecida como uma pista mais favorável às características da Yamaha, o francês da Pramac confia em uma boa apresentação da Ducati.

Johann Zarco acredita em boa performance da Ducati em Assen (Foto: Divulgação/MotoGP)

“Na minha opinião, esta pode ser uma pista Ducati se ajustarmos a moto”, disse Zarco. “Talvez Spielberg seja mais uma pista para nós, mas acho que podemos ser muito rápidos aqui também. O que Viñales fez nesta manhã foi impressionante, então, no momento, diria que é uma pista Yamaha. Mas, com certeza, trabalhando bem, podemos conseguir. Se trabalharmos bom, algo pode acontecer”, ponderou.

A largada do GP da Holanda, nona etapa da MotoGP, está marcada para 9h (de Brasília) de domingo. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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