MotoGP revela acordo que limita calendário a 22 GPs entre 2022 e 2026

Em meio a uma expansão de calendário, Carmelo Ezpeleta revelou que o acordo assinado entre a Dorna e os times limita a 22 o número de corridas entre as temporadas de 2022 e 2026. O diretor-executivo da promotora espanhola explicou melhor a ideia de um rodízio com as corridas da Espanha para acomodar uma etapa em Portugal

Hoje com 19 paradas, a MotoGP anunciou o calendário de 20 corridas para 2020, mas este não será mais o limite de GPs do Mundial de Motovelocidade. Diretor-executivo da Dorna, a promotora do certame, Carmelo Ezpeleta revelou que o acordo assinado com os times para o período entre 2022 e 2026 prevê um máximo de 22 etapas.
 
Falando ao site oficial da MotoGP, o chefão da categoria ressaltou que a mudança é reflexo do crescente interesses de países pelo campeonato, especialmente em mercados interessantes para a indústria.
 
“Como todo mundo sabe, já há alguns anos existe muito interesse de vários países em receber a MotoGP”, disse Ezpeleta. “E, alguns desses países, são muito importantes para a indústria, especialmente na região Sudeste da Ásia. É por isso que estamos considerando”, justificou. 
Carmelo Ezpeleta detalhou ideia de rodízio de corridas entre Espanha e Portugal (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Pelo acordo atual entre a Dorna e as equipes, o calendário pode ter no máximo 20 corridas, como previsto no calendário do próximo ano. No próximo contrato, porém, esse número pode aumentar ainda mais.
 
“Obviamente, o calendário não pode ser ilimitado”, comentou. “Nós passamos dos primeiros anos, em 1992, eram 13 GPs, agora nós estamos em 19 e no próximo ano serão 20. 20 é o número máximo de GPs com que concordamos no último período, até 2021”, explicou. 
 
“Depois, no acordo que temos com as fábricas, com os times, concordamos num número máximo de GPs pelo período. Nós discutimos a situação e concordamos que o número máximo de corridas pelo período entre 2022 e 2026 será de 22 corridas. Este é o acordo”, revelou. 
 
Com um número de interessados superior ao previsto para o aumento de provas, a alternativa é mexer com as corridas existentes, especialmente as da Espanha, país que hoje recebe quatro etapas ― Jerez, Catalunha, Aragão e Valência.
 
“Considerando o tipo de países que estão interessados, a única possibilidade é… No momento, nós temos quatro GPs na Espanha, dois na Itália e um no resto dos países”, lembrou. “É claro que manter dois GPs na Itália é a meta de todo mundo, duas das fábricas estão baseadas na Itália, muitos dos times estão baseados na Itália, e, a principio, vamos manter os dois GPs na Itália. Então a única forma de aceitar novos países é reduzir o número de corridas no lugar onde temos mais”, ponderou. 
 
“Portugal pediu a possibilidade de ter um GP. Então são duas coisas neste momento: se todo mundo, e é importante dizer isso, nós estamos fazendo isso sem começar as negociações com ninguém, porque talvez algum GP na Espanha não queira continuar, o que reduziria o problema, mas a questão é que nós falamos com Portugal e Portugal já concordou que, se precisarem ter três GPs a cada cinco anos, está ok para eles. Eles preferem um por ano, mas a situação é essa”, apontou. “Nós não podemos concentrar em uma região quase 25% das corridas campeonato. É por isso que decidimos que um rodízio é o melhor caminho”, defendeu. 
 
Ezpeleta explicou que a Dorna não tem a intenção de selecionar a corrida que fica no calendário com o argumento financeiro. 
 
“Nós podemos fazer de outra maneira, que é uma licitação: quem está pagando mais? Nós não fazemos isso, não vamos fazer isso”, assegurou. “A primeira coisa que vamos fazer é conversar com as pessoas, ver se estão interessadas ou não em continuar. E, se essa é a situação, achamos que a melhor solução é um rodízio entre os cinco GPs da Península Ibérica. Cada circuito vai ter três corridas no intervalo de cinco anos. Mas, será assim, se tudo correr como está proposto: todos os novos países entrarem. É uma coisa que estamos preparando, pois é preciso fazer isso com tempo”, frisou.
 
Por fim, Ezpeleta explicou que a única nova praça certa é a Indonésia, com quem a MotoGP já tem um contrato.
 
“No momento, nós temos um contrato com a Indonésia, que já anunciamos, e essa é a única coisa que posso dizer. O resto, são países que estão em contato conosco, mas, até que o contrato esteja assinado, não vamos anunciar nada”, encerrou.

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