Quartararo vê GP de Aragão desastroso e culpa pressão “fora de controle” do pneu

Francês avaliou que a SRT Yamaha precisa descobrir a causa do problema que o levou a encerrar a corrida no MotorLand apenas na 18ª colocação.

Fabio Quartararo teve GP de Aragão para esquecer. Dono da pole-position no MotorLand, o francês despencou na tabela ao longo das 23 voltas da corrida até receber a bandeirada só em 18º, 21s498 atrás de Álex Rins, o vencedor da décima etapa da temporada 2020.

Em meio a um dia tão negativo, que custou até mesmo a liderança da classificação ― que agora está com Joan Mir ―, o piloto da equipe comandada por Razlan Razali avaliou que a única coisa positiva é o fato de Rins e Álex Márquez terem terminado nas duas primeiras posições, com Maverick Viñales em quarto e Andrea Dovizioso em sétimo.

“Foi um dia desastroso, mas poderia ter sido pior se Mir tivesse vencido, Maverick fosse segundo e Dovi terceiro”, disse Quartararo. “No nosso momento negativo, precisamos pensar nas pequenas coisas positivas: os dois Álex terminando à frente de Joan”, seguiu.

Fabio Quartararo brigou no fundo do pelotão (Foto: SRT)

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Vencedor de três corridas no ano, Fabio ressaltou que tinha potencial para fazer mais no traçado de Alcañiz e pressionou para que a equipe identifique a causa do problema, já que a MotoGP segue em Aragão para o GP de Teruel no próximo fim de semana.

“Precisamos entender o motivo de a pressão dianteira ter saído completamente fora de controle, fora do normal. É muito estranho. Tínhamos ritmo para lutar, não vou dizer que pela vitória ou pódio, mas pelo top-5 ou 6”, opinou. “Isso teria sido ótimo, mas a pressão do pneu dianteiro saiu de controle e não sabemos o motivo. Precisamos investigar para a próxima corrida”, frisou.

Questionado se a opção de usar o pneu dianteiro médio pode ter causado o problema, o francês respondeu: “Não. A escolha de pneus estava correta, pois as três primeiras voltas foram perfeitas. Tive uma ótima sensação e estava pilotando em [1min]48s6 – 48s5, que não fiz ao longo de todo o fim de semana, e a sensação com o dianteiro era ainda melhor do que com o macio. Mas o problema surgiu na terceira volta, com a pressão muito mais alta do que o normal”.

“Você pode imaginar como a pressão estava alta na metade da corrida ― não posso dizer números ―, mas estava completamente fora de controle e nunca pilotamos nessas condições”, apontou. “Normalmente, sempre temos um pouquinho [de aumento de pressão], mas não tanto. Estava fora do normal. Isso não aconteceu no ano passado, nem sequer metade do que aconteceu hoje”, recordou.

“Não podia frear, não podia virar, não podia inclinar a moto. É por isso que eu estava escapando tanto e não podia parar a moto. É difícil entender. A equipe agora está olhando para isso e, com isso, precisamos ver exatamente qual o problema”, insistiu.

O companheiro de Franco Morbidelli considerou que não aprendeu nada no MotorLand, já que o resultado ruim é fruto de um problema técnico, não de uma falha no estilo de guiar.

“Foi uma das únicas corridas em que não aprendi nada, porque não é algo que veio do meu estilo de pilotagem. Foi algo estranho na moto. Um problema técnico que não me permitiu ser rápido”, falou Fabio. “Normalmente, não culpo algo na moto, mas hoje foi algo que a tornou impossível de guiar e não foi uma condição normal. É muito estranho, mas no próximo fim de semana, vamos tentar resolver o problema, que, para mim, está relacionado apenas à pressão do pneu dianteiro. Aí, certamente, vamos tentar melhorar a consistência dos pneus”, completou.

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