MotoGP

Redding critica pilotos pagantes e diz que situação no Mundial é “ridícula e insana”: “Tudo pelo dinheiro”

Fora do Mundial em 2019 e partindo para o Britânico de Superbike, Scott Redding não tem motivos para controlar sua sinceridade. Assim, mais uma vez criticou duramente a principal categoria do motociclismo, batendo forte nos chamados pilotos pagantes
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Fora do Mundial de motovelocidade em 2019, Scott Redding está rumo ao Britânico de Superbike. Mas continua criticando duramente a principal categoria do motociclismo.

Desta vez, o costumeiramente sincero inglês falou mal não só da categoria, mas também dos pilotos pagantes, afirmando que a MotoGP faz "tudo pelo dinheiro" no momento.

"É tudo negócio, tudo pelo dinheiro. Esse é o problema agora. É isso. Para pessoas apenas entrarem na categoria agora, quantos estão pagando para isso? Aqui é o Mundial, seja Moto3, Moto2 ou MotoGP. Mesmo quando as equipes tem orçamento bom, elas continuam cobrando dinheiro dos pilotos. Porque elas podem, porque alguém vai pagar. Mas, aí, você não tem os melhores dos melhores", disse Redding.
Scott Redding (Foto: Reprodução)
Segundo ele, sua opção de se mudar para a Superbike britânica tem relação com isso, já que não conseguiu espaço na Moto2: "Por isso não fui para lá. Jamais pilotarei sem ganhar nada, porque é meu trabalho. E, definitivamente, eu não vou pagar."

"Não vou pagar 200 mil, 300 mil para pilotar por uma ou duas temporadas. É ridículo, é insano. Mas alguém vai pagar", completou.

Por fim, ele recomendou que a MotoGP passe a ter teto salarial: "Muitos pilotos são bem pagos, como deveriam. Todos deveriam, sabe?"

"Deveria haver um limite de salário, assim outros não precisariam pagar. Deveriam existir algumas regras sobre isso", completou.