Retrospectiva 2023: Aleix Espargaró se salva em temporada mediana da Aprilia na MotoGP

O ano da Aprilia teve duas vitórias de Aleix e dobradinha na Catalunha, mas também teve a confusa saída da RNF e a esperança por um 2024 melhor com a Trackhouse

A Aprilia fechou a temporada 2023 na MotoGP com um sabor agridoce. Nem as vitórias de Aleix Espargaró na Grã-Bretanha e na Catalunha fizeram com que a equipe desse o salto esperado no campeonato. O terceiro lugar entre os construtores resume bem o que foi o ano. Quer dizer, faltou fôlego para duelar com a KTM pelo segundo lugar, mas, ao mesmo tempo, a marca italiana foi capaz de manter Yamaha e Honda distantes.

O chefe da equipe, Paolo Bonora admitiu a insatisfação com a falta de bons resultados em 2023. “Não foi um bom ano para nós, começamos com expectativas altas demais e não alcançamos os objetivos que traçamos”, reconheceu.

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O ápice em 2023 foi a dobradinha no GP catalão, com Aleix e Maverick Viñales em segundo. A dupla da fábrica teve um ano até que consistente, com o sexto e sétimo lugares no campeonato de pilotos, respectivamente. Já Miguel Oliveira e Raúl Fernández pouco puderam fazer pela esquadra satélite e fecharam o ano em 16º e 20º.

Viñales apareceu com inusitada fantasia no pódio em Mandalika (Foto: Reprodução)

Mais do que isso, a Aprilia foi pega de surpresa com a exclusão da RNF pela Dorna, graças a “repetidas infrações e violações do Acordo de Participação”, como disse o comunicado publicado no fim de novembro.

Embora fosse de conhecimento geral que a RNF vivia uma fase difícil e que a CryptoData, sua maior acionista, não vinha cumprindo os acordos há tempos, quando Razlan Razali, fundador da equipe, anunciou sua saída, aí a coisa degringolou de vez e mexeu com os rumos do grupo no pós-temporada.

Já com seus quatro pilotos mantidos para 2024, a esperança passa a ser a Trackhouse, que expandiu seus negócios além da Nascar e vai como equipe satélite da Aprilia, que se torna um ponto de virada para novas alianças com os Estados Unidos, uma vez que a MotoGP não tem pilotos titulares na classe rainha desde 2013.

E quem pensa que a empresa norte-americana chega com expectativas baixas, está bem enganado. O projeto feito por Justin Marks é ambicioso e já colocou pressão para obter motos de fábrica já para este ano que se aproxima.

A Aprilia RS-GP da Trackhouse (Foto: Divulgação/MotoGP)

O futuro da Aprilia é incerto, mas ao menos o investimento da Trackhouse anima e dá fôlego para que, em 2024, a equipe vire a página com a RNF e reescreva sua história no Mundial de Motovelocidade. “Não queremos ser um simples clientes, queremos nos tornar a melhor equipe independente do paddock”, assegurou Marks.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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