Yamaha nega malícia e diz que “descuido interno” levou a descumprimento de regras

Em nota enviada à imprensa, a casa de Iwata disse ter interpretado incorretamente o regulamento da MotoGP. A Yamaha confirmou que não vai contestar a punição aplicada pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo)

A Yamaha não demorou em apresentar uma explicação para o descumprimento do regulamento da MotoGP que levou a perda de pontos nos Mundiais de Construtores e Equipes. De acordo com a fábrica dos três diapasões, foi uma má interpretação das regras e um descuido interno que levou ao erro.

Na quinta-feira (5), a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou a remoção de 50 pontos da Yamaha no Mundial de Construtores, 20 no Mundial de Equipes e outros 37 da pontuação da satélite SRT por uma irregularidade com o motor da YZR-M1. A pontuação dos pilotos, contudo, não foi modificada.

Yamaha perdeu pontos nos Mundiais de Construtores e Equipes (Foto: Yamaha)

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A punição à casa de Iwata é resultado de uma infração ao regulamento do Mundial, uma vez que a Yamaha desrespeitou o protocolo que obriga a obtenção de aprovação unânime da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) para fazer mudanças no motor.

A entidade máxima do esporte, porém, não detalhou o que aconteceu. Sabe-se, porém, que a infração se deu nos motores montados na YZR-M1 na primeira corrida do ano, o GP da Espanha. Os pontos perdidos se referem à vitória de Quartararo, o segundo lugar de Maverick Viñales e o quinto lugar de Franco Morbidelli em Jerez de la Frontera ― Valentino Rossi abandonou a primeira corrida por conta de uma quebra. A SRT perdeu, também, o ponto somado por Franco Morbidelli no GP da Estíria, quando usou o mesmo propulsor da abertura do campeonato nos treinos livres e classificação, mas não na corrida.

Em uma nota enviada à imprensa, a Yamaha tampouco deu muitos detalhes do que aconteceu, mas anunciou que não vai contestar a punição recebida e ressaltou que não houve má fé.

“Depois da declaração da FIM em relação a sanção por descumprimento do protocolo exigindo aprovação unânime prévia da MSMA quando utilizadas válvulas de dois fabricantes diferentes nos motores das motos da Monster Energy Yamaha MotoGP e da Petronas Yamaha Sepang Racing Team na temporada 2020, a Yamaha Motor Co., Ltd. compartilha sua posição”, começou a fábrica em nota à imprensa. “A Yamaha Motor Co., Ltd. reconhece, respeita e aceita a decisão das sanções da FIM”, seguiu.

“Devido a um descuido interno e um entendimento incorreto do atual regulamento, a Yamaha omitiu a notificação prévia e a obtenção de aprovação da MSMA para usar válvulas de dois fabricantes”, explicou. “A Yamaha gostaria de esclarecer que não houve malícia no uso de válvulas de dois fornecedores diferentes que foram fabricadas seguindo uma especificação de projeto comum”, reforçou.

“Depois da sanção aplicada pela FIM na quinta-feira, 5 de novembro, a Yamaha segue plenamente comprometida em apoiar seus pilotos na MotoGP e os dois times na busca pelo título. Vai ser necessário um esforço extraordinário para ainda competir pelo título de 2020 do Mundial de Construtores e pelos troféus do Mundial de Pilotos”, completou.

Marc Márquez ironiza falta de punição aos pilotos da Yamaha

Campeão vigente da MotoGP, Marc Márquez não engoliu o fato de a FIM não ter estendido a punição ao Mundial de Pilotos. A Yamaha tem três representantes no top-4 da classificação: Fabio Quartararo é o segundo, à frente de Maverick Viñales e Franco Morbidelli.

Pelas redes sociais, o piloto da Honda, que segue afastando em recuperação após fraturar o braço direito no início do ano, ironizou a falta de sanção aos pilotos.

“Agora parece que os pilotos não se beneficiam das vantagens mecânicas”, escreveu. “Tenso”, completou.

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