Yamaha se reforça e escala Lorenzo como piloto de testes em 2020

A Yamaha completou uma três dias de anúncios nesta quita-feira (30) ao confirmar Jorge Lorenzo para o posto de piloto de testes da MotoGP. O tricampeão conquistou todos seus títulos na classe rainha do Mundial de Motovelocidade com a marca de Iwata

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A Yamaha começou o ano ligada no 220 V. Depois de anúncios relacionados a Maverick Viñales, Fabio Quartararo e Valentino Rossi, a casa de Iwata confirmou nesta quinta-feira (30) que Jorge Lorenzo será piloto reserva do time na MotoGP na temporada 2020.
 
Com o anúncio, Jorge, que se aposentou no ano passado, volta à Yamaha, marca pela qual conquistou seus três títulos na MotoGP e defendeu por nove anos. Além do talento reconhecido, Lorenzo chega com a experiência recente de ter guiado as motos de Ducati e Honda.
Jorge Lorenzo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
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O primeiro compromisso de Lorenzo com a YZR-M1 será já no início de fevereiro, no shakedown que acontece entre os dias 2 e 4, em Sepang, na Malásia. Além disso, o #99 também vai participar dos testes coletivos e de outras atividades privadas ao longo do ano.
 
 
De acordo com a fábrica dos três diapasões, “nenhum wild-card está planejado para Lorenzo em 2020, mas a Yamaha está aberta à possibilidade se ele decidir correr outra vez”.
“Estou muito feliz com a decisão de me juntar à equipe de testes da Yamaha”, disse Lorenzo. “Eu sempre planejei permanecer envolvido com a MotoGP e voltar ao paddock, e acho que esse é um papel bom para mim. Eu conheço bem o time e a M1. A Yamaha realmente se ajusta ao meu estilo de pilotagem, e vai ser muito interessante me reencontrar com a minha antiga moto”, seguiu.
 
“Voltar à Yamaha resgata algumas boas memórias. Nós conseguimos muitos pódios e vitórias e três títulos juntos, então sabemos onde estão nossas forças”, comentou. “Quero agradecer à Yamaha por esta oportunidade, porque isso me permite fazer o que amo ― pilotar motocicletas e forçar ao limite ―, enquanto ainda aproveito um estilo de vida mais tranquilo do que tive nos últimos anos”, falou.
 
“Estou muito motivado para começar a trabalhar e mal posso esperar para começar a pilotar. Quero o melhor para o futuro da Yamaha e espero que a minha experiência de pilotagem seja útil aos engenheiros e pilotos da Yamaha devolverem o título à Yamaha”, completou.
 
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis celebrou a chance de voltar a trabalhar com Lorenzo e revelou que a fábrica nipônica pensou em chamar o espanhol para a função ao logo ele anunciou a aposentadoria.
 
“Claro, nós estamos encantados em receber Jorge de volta à Yamaha”, começou. “Quando soubemos que Jorge pararia com sua carreira ativa nas corridas, imediatamente consideramos fazer uma proposta para que ele se juntasse a nós”, revelou.
 
“As estatísticas das conquistas dele conosco naqueles nove anos que passamos juntos falam por si. Ele é um piloto com uma vasta experiência na MotoGP, intimamente familiarizado com a M1 e as pessoas da Yamaha”, lembrou. “Nós conhecemos Jorge como um piloto muito preciso e motivado, com uma consistência impecável e um bom conhecimento técnico: todas as qualidades que você precisa em um piloto de testes neste alto nível”, justificou.
 
“Combinar a experiência, o conhecimento e a velocidade de Jorge com um chefe de equipe experiente como Silvano Galbusera é um elemento importante para a estratégia da Yamaha de reforçar a equipe de testes com a meta de encurtar a distância entre os engenheiros e pilotos de testes no Japão e a equipe Monster Energy Yamaha MotoGP”, completou.
 
Em meados do ano, a Yamaha surpreendeu ao dispensar Jonas Folger do posto de piloto de testes. Na época, Jarvis chegou a falar que ficaria apenas com os pilotos japoneses.
 

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