Yamaha vê Lorenzo como opção a Rossi em Valência, mas cobra: “Precisa pilotar mais”

Massimo Meregalli afirmou que é possível que a Yamaha sequer substitua Valentino Rossi nas corridas de Aragão. Para Valência, porém, o time de Iwata terá de apresentar um substituto se o italiano não estiver recuperado da Covid-19

A Yamaha ainda não sabe se vai substituir Valentino Rossi no GP de Teruel da próxima semana. O italiano está em isolamento após testar positivo para Covid-19 e não vai participar do GP de Aragão deste fim de semana.

Na quinta-feira (15), Rossi anunciou que, após testar negativo para o novo coronavírus, manifestou sintomas, procurou um médico e, ao refazer o exame de PCR, constatou que tinha contraído a Covid-19. Por conta da doença, Valentino está em isolamento, não vai correr neste fim de semana e provavelmente deve ficar de fora da próxima corrida também.

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Jorge Lorenzo é o piloto de testes da Yamaha (Foto: Divulgação/MotoGP)

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O regulamento da MotoGP pede que as equipes façam “todos os esforços razoáveis para ter um piloto substituto qualificado para cumprir as obrigações de inscrição dentro do prazo de dez dias do afastamento”. Assim, a Yamaha está desobrigada a escalar um substituto para italiano de Tavullia em Teruel.

“Não pensamos em substituir Valentino Rossi e possivelmente tampouco o faremos para Aragão 2”, disse Massimo Meregalli, chefe da Yamaha, ao serviço de streaming espanhol DAZN.

À emissora italiana Sky Sports, Meregalli afirmou que a Yamaha ainda não procurou nenhum piloto para substituir Rossi, mas tampouco excluiu Jorge Lorenzo, o piloto de testes. Ainda assim, o dirigente deixou clara a insatisfação com o preparo do espanhol.

“Temos dez dias para avaliar um substituto para Aragão 2, mas no momento não falamos com ninguém”, disse Meregalli. “Não excluo a possibilidade de Lorenzo, mas acho que depois do teste que fez em Portimão, está claro que ele precisa rodar um pouco mais”, seguiu.

“Se Valentino não puder voltar para Valência, ele será certamente levado mais em consideração. Lorenzo andou conosco um dia e meio em Sepang em fevereiro, mas depois não pilotou mais nenhuma moto”, apontou. “Falamos disso com os nossos pilotos. Apesar de estarmos disputando o campeonato, nas pausas eles precisam pilotar sempre. Jorge, com certeza, perdeu o hábito de frear, da velocidade, da aceleração, então ele, definitivamente, precisa rodar um pouco mais de moto”, defendeu.

Valência recebe a antepenúltima e a penúltima provas da temporada 2020, agendadas para 8 e 15 de novembro, respectivamente.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Aragão, 11ª etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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