Após o GP de Singapura, a Red Bull viu o time papaia abrir uma vantagem de 41 pontos entre os construtores.
E para piorar, nem o vice dos taurinos está garantido.
A Ferrari aparece logo atrás, em terceiro, com 34 pontos de desvantagem para a Red Bull.
É bem verdade que a Red Bull se colocou nesse cenário pelo fato de Sergio Pérez ter problemas de marcar pontos mesmo quando o RB20 era o melhor carro do grid.
E não foi só a máquina que se perdeu. A Red Bull também perdeu o rumo e começou a tomar decisões equivocadas nas estratégias. Até os pit-stops se tornaram um problema.
Há quem diga que a queda da Red Bull começou após a proibição do sistema de frenagem assimétrica — o que é negado pela equipe.
Mas também é um fato que a Red Bull perdeu a mão nas atualizações e acabou com o maior trunfo do carro: a versatilidade.
Além disso, a Red Bull passou por uma grande crise interna que começou com Christian Horner.
O chefe foi acusado por suposta conduta inapropriada com uma funcionária. Ainda que tenha sido considerado inocente, o clima interno nunca mais foi o mesmo.
Assim, eclodiu uma guerra entre o lado austríaco, representado pelo consultor, Helmut Marko, e o lado tailandês, detentor da maior parte das ações e apoiador de Horner.
E o conflito trouxe algumas consequências que impactam a estrutura da Red Bull.
A primeira perda foi Adrian Newey, projetista muito respeitado e a Red Bull dificilmente encontrará um substituto à altura.
O tricampeão já se mostra insatisfeito com algumas medidas da F1 há algum tempo. E tudo piorou após a punição por falar palavrão na coletiva de imprensa.