LCR lança moto de Moreira para estreia e recoloca Brasil na MotoGP após 19 anos

Pouco após exibir a moto de Johann Zarco, a LCR deu sequência a um lançamento de duas partes e apresentou a moto com que Diogo Moreira vai estrear na MotoGP na temporada 2026

Depois de Pramac, VR46, Aprilia, Ducati, Yamaha, Trackhouse, KTM, Tech3 e Gresini, a LCR concluiu uma apresentação de duas partes e, pouco após mostrar a moto com que Johann Zarco vai disputar a temporada 2026, exibiu a Honda RC213V com que Diogo Moreira vai estrear na MotoGP. O lançamento aconteceu neste domingo (1), de forma online.

Em termos de layout, a moto segue o padrão de cores da HRC, com uma mistura de azul, branco e vermelho.

“Gosto das cores. Funcionam bem com o meu amarelo”, disse Diogo.

A tradição da LCR é fazer dois lançamentos separados ― ainda que seguidos ―, já que os dois lados dos boxes contam com patrocinadores diferentes. No caso de Zarco, a Castrol segue como apoiadora principal, mas o outro lado da garagem passou por uma grande mudança.

Nos últimos anos, a Idemitsu era a patrocinadora principal de metade da LCR, mas a vaga estava atrelada, primeiro, a um piloto japonês. Com a saída de Takaaki Nakagami após sete temporadas ― e a decisão de Ai Ogura de romper os laços com a Honda para fechar com a Trackhouse ―, a empresa japonesa de lubrificantes flexibilizou e aceitou um asiático, o que resultou na promoção de Somkiat Chantra.

Diogo Moreira vai estrear na MotoGP na temporada 2026 (Foto: LCR)

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A temporada 2025, porém, deixou claro que o tailandês não estava pronto para a MotoGP. Sem resultados expressivos, Chanta foi despachado pela Honda para o Mundial de Superbike, com a gigante japonesa apostando em Moreira, que naquele momento ganhava força na briga pelo título da Moto2 ― que ele acabou conquistando na última etapa do campeonato.

A Idemitsu, então, decidiu encerrar o apoio à LCR, com a Pro Honda aparecendo para assumir o lugar. A linha oficial de lubrificantes, fluidos e produtos de limpeza de alto desempenho da Honda passa a ser a patrocinadora principal, mas a chegada do brasileiro também garantiu o envolvimento da Honda da Amazônia ― o braço brasileiro da gigante japonesa ―, que leva ao protótipo a assinatura ‘Asas da Liberdade’, o slogan usado por aqui.

“Asas da Liberdade é a nossa assinatura aqui no Brasil, uma identidade muito forte em português, e essa foi a maneira encontrada para mostrar ao mundo que todos os brasileiros estão acelerando junto com o Diogo na MotoGP”, explicou Marcelo Takashi, Head de Planejamento da Honda Motos Brasil em um evento recente em São Paulo. “O projeto é muito importante na formação de um novo ídolo para o motociclismo, acreditamos que o Diogo tem potencial para alavancar o esporte com motocicletas no país”, acrescentou.

Diogo Moreia chega à MotoGP como campeão da Moto2 (Foto: LCR)

Com Diogo, a LCR muda de patamar. Desta vez, a equipe tem um piloto pronto para saltar para a MotoGP, muito diferente do que aconteceu com Chantra, mas também com Nakagami, que tinha obtido como melhor resultado na classificação final da Moto2 um sexto lugar em 2016.

O brasileiro escolheu correr com a Honda depois de ter o passe disputado também pela Yamaha ― que tentou garantir os serviços do ex-#10 para correr com a satélite Pramac ―, por entender que tinha nas mãos um projeto melhor.

Em termos de pacote técnico, é inegável que a Honda começa 2026 na frente da conterrânea. A marca da asa dourada avançou para o grupo C de concessões, onde já estavam Aprilia e KTM, graças ao avanço conquistado no campeonato passado. A expectativa é que a RCV continue em uma linha ascendente no último ano do atual regulamento.

Diogo destacou que aproveitou bem o inverno para se preparar, treinando junto com Álex e Marc Márquez, e também fez um balanço positivo do shakedown da Malásia.

“Acho que estamos prontos para começar a temporada. Fizemos um bom trabalho treinando neste inverno, junto com Marc e Álex”, comentou. “O shakedown foi super bom. Fomos muito bem ao longo desses três dias, mas precisamos seguir trabalhando e entender onde está o limite com essa nova moto”, seguiu.

Ainda, Diogo falou da expectativa pelo GP do Brasil, que será a segunda prova da temporada.

“O GP do Brasil será incrível, com certeza, com toda a minha família e amigos!”, encerrou.

Para Moreira, se uma temporada de aprendizado, de ir de menos para mais e buscar evolução continua. Nas classes menores, o brasileiro mostrou que é mais do que capaz de fazer exatamente isso.

A fase de apresentações termina na segunda-feira (2), com a Honda, que exibe as RC213V de Luca Marini e Joan Mir. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa.

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