Newey revela que Aston Martin “não sabia” de reformulação no setor de motores da Honda

Após o fim da parceria com a Red Bull, em 2021, a Honda reformulou quase que completamente a equipe responsável pelas unidades de potência. Adrian Newey, no entanto, revelou que a Aston Martin não tinha conhecimento dessas mudanças quando fechou o acordo com a fabricante japonesa

Com muitos problemas para resolver logo na primeira temporada à frente da Aston Martin, Adrian Newey revelou os motivos de a Honda estar com dificuldades para desenvolver a nova unidade de potência da Fórmula 1. De acordo com o projetista, o grupo responsável pelos motores passou por uma grande reformulação após o fim da parceria com a Red Bull, em 2021, algo que o time inglês, inclusive, só passou a ter conhecimento no fim do ano passado, durante uma reunião com a fabricante japonesa.

Após participar de apenas um dia dos testes privados em Barcelona, em janeiro, a escuderia liderada por Lawrence Stroll acumulou míseras 334 voltas na pré-temporada do Bahrein — o equivalente a 1.807 km percorridos. No penúltimo dia em Sakhir, Fernando Alonso teve de estacionar o AMR26 no meio da pista devido a uma falha na bateria, o que forçou Lance Stroll a completar somente seis voltas na sessão final, já que os esmeraldinos não tinham peças de reposição para o carro.

E a situação ficou ainda mais complicada quando a Aston Martin desembarcou em Melbourne, para o GP da Austrália deste fim de semana. Na quinta-feira (5), Newey abriu o jogo e disse que as “vibrações anormais” causadas pelo motor Honda impossibilitariam os pilotos de completarem as 58 voltas da etapa de abertura da temporada 2026, uma vez que “existem riscos de lesões permanentes” caso isso aconteça.

Nos treinos livres desta sexta-feira, Alonso não pôde participar do TL1 devido a um novo problema de confiabilidade da unidade de potência, completando somente 19 voltas no TL2. Stroll, por outro lado, até foi à pista nas duas atividades, embora tenha sido ordenado a recolher o AMR26 em ambos os casos.

Por isso, durante coletiva de imprensa no Circuito de Albert Park, Newey foi questionado se a Honda deu alguma explicação sobre o motivo de a situação ter chegado a um nível tão complicado. Como resposta, o britânico mencionou uma reformulação na equipe responsável pelos motores após a fabricante decidir deixar a F1 há alguns anos, afirmando que as pessoas contratadas não têm experiência na categoria.

“A Honda saiu da F1 no fim de 2021. Depois voltou ao esporte, de certa forma, no fim de 2022, então ficou cerca de um ano, um ano e pouco, fora da competição. Quando se reorganizaram, agora sabemos que boa parte do grupo original havia se dispersado e ido trabalhar com painéis solares ou coisas do tipo. Assim, muitos dos que formaram o novo grupo são, na verdade, novos na F1. Eles não trouxeram a experiência que tinham antes”, começou.

Adrian Newey admitiu que Aston Martin não sabia de reformulação na Honda (Foto: Aston Martin)

“Além disso, quando voltaram em 2023, já era o primeiro ano do teto orçamentário para motores, enquanto todos os rivais haviam continuado o desenvolvimento em 2021 e 2022, com as equipes já estabelecidas e sem limite de orçamento. A Honda retornou com, digamos — estou estimando —, apenas cerca de 30% da equipe original, e já em uma era de teto orçamentário. Então começaram claramente em desvantagem e, infelizmente, têm tido dificuldades para recuperar o atraso”, explicou.

Na sequência, ao ser questionado se a Aston Martin tinha conhecimento dessa falta de experiência quando fechou o acordo com a Honda, Adrian foi sincero. “Não, não sabíamos. Só ficamos realmente cientes disso em novembro do ano passado, quando Lawrence, Andy Cowell (diretor de estratégia) e eu fomos a Tóquio para discutir rumores que começavam a indicar que eles não atingiriam a potência alvo para a primeira corrida. Foi nessa conversa que surgiu a informação de que muitos dos membros originais da equipe não haviam retornado quando o projeto foi reiniciado. Então, não — essa é a resposta”, encerrou.

Abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, o GP da Austrália segue em disputa até o dia 8 de março. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 322:300:3002:3003:30
Classificação02:0004:0006:0007:00
Corrida01:0003:0005:0006:00

*Horário de Brasília

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