Horner interrompeu reunião de comissão da F1 para se defender de acusações, diz jornal

O jornal britânico The Telegraph revelou nesta quinta-feira (29) que o 'Caso Horner' se iniciou na verdade ainda em janeiro e que Christian parou reunião da Comissão da Fórmula 1 para defender que era inocente das acusações de conduta inapropriada

O ‘Caso Horner’ finalmente teve sua conclusão na última quarta-feira (28) com a Red Bull absolvendo o chefe de equipe após ter em mãos os resultados da investigação interna por conta de uma acusação de conduta inapropriada. Ainda assim, com pouca transparência dos taurinos sobre a denúncia e a investigação, novos detalhes da novela continuam a emergir.

Nesta quinta, o jornal britânico The Telegraph publicou uma matéria com novas informações sobre o caso. De acordo com o periódico, o drama todo de Christian Horner se iniciou na verdade no início de janeiro, quando a denúncia foi formalizada. O caso só veio a público de fato um mês depois, no dia 5 de fevereiro, quando o portal neerlandês De Telegraaf trouxe a bomba de que o chefe da Red Bull estava sendo investigado.

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Ainda de acordo com o The Telegraph, o dia 5 de fevereiro também reservou fortes emoções: durante a primeira reunião da Comissão da categoria na FIA em 2024, Horner teria interrompido a conversa para defender sua inocência das acusações feitas aos demais chefes de equipe.

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Christian Horner foi para os testes de pré-temporada sem utilizar roupas da Red Bull (Foto: AFP)

Dias depois, Christian teve uma reunião com advogados em Londres, na qual foi questionado por cerca de 8 horas. O encontro, contudo, não envolveu apenas a presença do chefe da equipe, mas também de outros funcionários da Red Bull, como a própria requerente e o projetista Adrian Newey, que deu sua versão sobre o caso segundo o site alemão Motorsport-Total.

Depois, o jornal neerlandês De Telegraaf chegou a dizer que, na verdade, Christian estava sendo acusado de assédio sexual e que tentou fazer um acordo com a denunciante — que recusou. Segundo a publicação alemã Motorsport-Total, o mandatário deve tomar medidas legais contra o De Telegraaf por conta da notícia.

Desde a última terça-feira, a informação era de que o desfecho do ‘Caso Horner’ estava para ser resolvido de maneira iminente. No dia anterior, a Red Bull se preparava para informar a decisão antes do GP do Bahrein, mas a coisa evoluiu na terça. O investigador independente contratado pela equipe entregou o resultado final da apuração, que já podia ser analisado pela marca dos energéticos.

Horner chegou ao Bahrein junto de Helmut Marko, após fazer questão de parar o jato particular na Áustria em busca de uma força-tarefa de defesa. Ao pousar no país árabe, o dirigente britânico ainda não sabia se seria mantido no cargo ou não, e havia a possibilidade de ter que retornar imediatamente.

Horner é chefe da Red Bull desde 2005, quando a equipe entrou na Fórmula 1 (Foto: AFP)

Também de acordo com o The Telepragh, Horner tinha apoio total da fábrica da Red Bull em Milton Keynes. O periódico inclusive afirmou que alguns funcionários da equipe estavam pensando em se demitir como forma de se solidarizar caso Christian fosse demitido.

Logo em seguida, a Red Bull deu seu veredito, absolvendo Christian e o mantendo como chefe de equipe. “A investigação independente sobre as alegações feitas contra o Sr. Horner está completa e a Red Bull pode confirmar que a queixa foi rejeitada”, disse o time em comunicado. “O reclamante tem direito de recurso. A Red Bull está confiante de que a investigação foi bastante rigorosa e imparcial”, prosseguiu.

“O relatório da investigação é confidencial e contém informações privadas das partes e terceiros que ajudaram na investigação e, portanto, não faremos mais comentários em respeito a todos os envolvidos”, concluiu a Red Bull.

A equipe tinha expectativas de resolver o caso ainda no começo de fevereiro, antês mesmo do lançamento do RB20, no dia 15. Mas a complexidade do caso e a necessidade de uma investigação fez com que o ‘Caso Horner’ se arrastasse até a beira do início da temporada.

Christian Horner se recusou a falar sobre investigação (Foto: AFP)

O evento de lançamento do novo carro dos taurinos inevitavelmente acabou repercutindo também o ‘Caso Horner’. Atual tricampeão da F1, Max Verstappen negou rumores de que a relação com o chefe teria estremecido, afirmando que “o relacionamento continua o mesmo de sempre. Não sei quem gosta de escrever esse tipo de coisa. Eu e Christian estamos como sempre”.

O caso gerou repercussões por todo o paddock. Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, afirmou que o caso era “manchete que F1 não precisa” e pediu agilidade no desfecho. Enquanto Toto Wolff, chefão da Mercedes, pediu que a F1 aprenda com a questão e que a conclusão fosse justa e bem clara para todos. Além disso, a Ford, parceria da Red Bull nos motores de 2026, também criticou a “falta de transparência” com que a questão tem sido conduzida.

Horner está na Red Bull desde 2005, quando a equipe entrou na Fórmula 1, e é o chefe de equipe com mais tempo de cargo no grid atual. O britânico esteve diretamente envolvido nos sete títulos mundiais de pilotos e nos seis títulos do Mundial de Cosntrutores. Christian viaja para o Bahrein nesta quearta e se prepara para atuar normalmente como chefe de equipe da marca dos energéticos na abertura da temporada 2024.

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