Ex-presidente da Renault detalha fuga hollywoodiana do Japão. Tanto que virou filme

Carlos Ghosn escapou do Japão em uma caixa de equipamentos musicais em dezembro de 2019 e foi para o Líbano. Anos depois, o empresário virou documentário da BBC e explicou como saiu do país asiático, onde era investigado por crimes fiscais

Em dezembro de 2019, o brasileiro Carlos Ghosn saiu do Japão e viajou para o Líbano em um avião. Anos depois, em entrevista para a BBC, o ex-presidente de Renault e Nissan detalhou sua fuga cinematográfica em meio a equipamentos musicais.

Na conversa com a emissora britânica, o empresário explicou como conseguiu fugir do radar das autoridades japonesas. “O voo estava previsto para sair 23h. A espera de 30 minutos dentro da caixa no avião, esperando para decolar, foi provavelmente a mais longa que já vivenciei”, disse Ghosn.

No Japão, Ghosn estava em liberdade sob fiança enquando aguardava julgamento por quatro acusações de má conduta financeira em novembro de 2018, por não informar corretamente seu salário anual e usar inadequadamente fundos da Nissan, algo que ele nega.

Carlos Ghosn já comandou Renault e Nissan (Foto: Renault)

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Nesta quarta-feira (14), um documentário sobre a fuga de Ghosn do país asiático será veículado pela primeira vez na BBC, contando também detalhes sobre a ascensão e a queda do empresário no mercado automobilístico. Para escapar, contou a ajuda de dois americanos que se passaram por músicos. De acordo com a emissora britânica, o empresário foi levado de trem a Osaka, onde um jato privado o esperava para partir, mas antes foi colocado em uma caixa de equipamentos em um hotal local.

“Quando você entra na caixa, não pensa no passado ou no futuro, mas apenas no presente. Você não sente medo, não possui nenhum grande pensamento exceto ‘essa é sua chance, não perca isso porque se perder vai pagar com sua vida'”, declarou Ghosn.

Quando o jatinho decolou rumo à Turquia, onde fez escala antes de ir para o destino final, Ghosn saiu da caixa. Como o Líbano não possui acordos de extradição com o Japão, o ex-chefão da Renault pode seguir livre no país. Os americanos Michael e Peter Taylor, que o ajudaram na missão, porém, foram entregues ao Japão pelos Estados Unidos e podem encarar três anos de detenção.

“Eu sinto muito por todas essas pessoas que são vítimas e reféns do sistema judiciário no Japão, todas elas”, finalizou.

No ano passado, a residência de Carlos sofreu com a explosão de grandes proporções que assolou a capital libanesa. A casa dos Ghosn fica no bairro nobre de Achrafieh, relativamente próximo ao porto de Beirute e onde está o Hospital Universitário St. George, para onde muitos dos feridos estão sendo encaminhados.

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