Haas põe fim a uma era e confirma saída de Grosjean e Magnussen após temporada 2020

Uma era se encerra com a decisão da Haas de buscar nova dupla de pilotos para a temporada 2021. Grosjean e Magnussen marcaram todos os pontos da história do time estadunidense

Há anos que se especula sobre o momento em que isso aconteceria e, apesar da decisão ser postergada algumas vezes, a hora chegou: a Haas anunciou, na manhã desta quinta-feira (22), que Romain Grosjean e Kevin Magnussen não retornarão aos quadros do time norte-americano na temporada 2021 do Mundial de Fórmula 1. A equipe, assim, encerra uma era e terá dupla de pilotos repaginada para o campeonato do ano que vem.

O anúncio da Haas veio menos de uma hora após confirmações individuais de Grosjean e Magnussen. O francês insinuou até que se despede da F1, enquanto o dinamarquês se limitou a dizer que vai anunciar novos planos no futuro.

“Quero agradecer tanto Romain quanto Kevin pelo trabalho duro e comprometimento com a Haas ao longo das últimas temporadas”, disse Günther Steiner, chefe de equipe. “Romain foi uma parte fundamental do nosso estabelecimento, já que buscamos trazer a bordo um piloto com velocidade e experiência. Os resultados dele no início de 2016 foram uma recompensa justa, não só para o talento dele, mas também pelo esforço enorme que o time fez para estar no grid naquele ano”, seguiu.

“Quando Kevin se juntou a nós uma temporada mais tarde, vimos imediatamente os dois carros voltando a pontuar e, claro, a primeira vez em que pontuamos com os dois carros, em Mônaco naquele ano. Temos muitas boas memórias juntos ― especialmente da temporada 2018, quando terminamos na quinta colocação da classificação apenas na nossa terceira temporada”, comentou. “Romain e Kevin desempenharam um papel significativo nesse sucesso. Claro, ainda restam muitas corridas em 2020. Tem sido um ano desafiador, sem dúvida, mas os dois pilotos deram tudo de si atrás do volante do VF-20. Valorizamos a contribuição e a experiência deles para continuar empurrando a equipe para frente até o GP de Abu Dhabi, em dezembro”, completou.

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Romain Grosjean e Kevin Magnussen estão desempregados para 2021 (Foto: Haas)

A Haas ingressou na Fórmula 1 em 2016, formada do zero, e, ao menos até o momento, priorizou continuidade. Nas cinco temporadas completas em que esteve no grid, a equipe contou com apenas três pilotos titulares: Grosjean está desde o início, ao passo que Magnussen fez parte do time nos últimos quatro campeonatos. Esteban Gutiérrez, em 2016, foi o único nome diferente dos dois a guiar pela Haas.

Como Gutiérrez terminou 2016 zerado, é correto afirmar que Grosjean e Magnussen anotaram todos os 200 pontos da história da equipe. O melhor resultado individual no período foi o quarto lugar de Grosjean no GP da Áustria de 2018, ao passo que Magnussen conquistou quintos lugares duas vezes: nos GPs do Bahrein e da Áustria de 2018.

O melhor resultado do Mundial de Construtores também foi em 2018, quando a Haas surpreendeu e ficou com 93 tentos e o quinto lugar após uma briga interessante com a Renault até o fim. Levou vantagem, é verdade, pela venda da Force India, que teve resultados cancelados de metade do campeonato. Mas superou, por exemplo, a McLaren.

Mesmo assim, nos últimos dois anos, a equipe foi tratada como grande alívio cômico da F1 após lançamento e popularização da série documental ‘Drive to Survive’, pelo serviço de streaming Netflix. O motivo é o casamento da personalidade explosiva do chefe Guenther Steiner frente a erros cuidadosamente organizados e a forma como sobretudo Romain se transforma em alvo fácil do chefe.

Agora, a Haas muda para tentar se recuperar de duas temporadas muito ruins em 2019 e 2020. O favorito para uma das vagas é o russo Nikita Mazepin – e o aporte financeiro pesado do pai. Contar com um novato já é nova abordagem, porque Steiner passou os últimos anos dizendo que preferia contar com pilotos veteranos. É uma nova Haas que começa a se moldar para o futuro.

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