Marko defende permanência de Mazepin na F1, mas “sem apoio financeiro”

Consultor da Red Bull apontou que a não continuidade do patrocínio russo pode fazer que a situação do piloto na Haas se resolva naturalmente

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Com a invasão russa na Ucrânia e a ameaça de guerra no leste europeu, a FIA decretou que os pilotos russos e bielorrussos terão que competir sob bandeira neutra e com a flâmula da entidade. Como não poderia ser diferente, a decisão é assunto no paddock da Fórmula 1 e, o consultor da Red Bull, Helmut Marko, um dos dirigentes mais influentes da categoria, não se opõe a permanência de Nikita Mazepin na Haas, mas é contra a continuidade do patrocínio da Uralkali.

Em reunião extraordinária realizada na última terça-feira (1), o Conselho Mundial de Automobilismo foi convocado em caráter urgente para discutir os desdobramentos do conflito no leste europeu, após pedido da Federação de Automobilismo da Ucrânia para que o órgão regulador suspendesse as licenças de pilotos russos.

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Após assembleia, a FIA determinou que pilotos russos e bielorrussos ainda poderão competir nos campeonatos organizados pela entidade, desde que com uma bandeira neutra.

“Os pilotos russos e bielorrussos, competidores individuais e oficiais podem participar de competições internacionais/regionais apenas em sua capacidade neutra e sob a bandeira da FIA”, diz parte do comunicado da entidade máxima do automobilismo.

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Futuro do piloto russo na F1 está em risco (Foto: FIA Pool/LAT Images/Haas)

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Entretanto, apesar de ter a liberação para permanecer na Fórmula 1 sob essas circunstâncias, a continuidade de Nikita Mazepin está sob risco. Isso porque aporte financeiro da empresa do seu pai Dmitri, a Uralkali, que é patrocinadora máster da Haas, está sob suspenso devido ao bloqueio das transações bancárias internacionais.

Questionado sobre o imbróglio, o consultor da Red Bull lembrou que atletas russos continuam competindo em outros esportes, como é o caso do novo #1 do tênis masculino, Daniil Medvedev, por isso não é contra a continuidade de Mazepin na Haas, porém, sem o aporte financeiro do patrocinador russo.

“Se Mazepin pode permanecer na equipe sem o apoio financeiro de Uralkali, não acho que devem excluí-lo com base em sua nacionalidade”, iniciou Marko, em entrevista à emissora alemã RTL. “Medvedev também ainda não está excluído do circuito mundial de tênis. É um tema que é sobre o financiamento à Rússia”, acrescentou.

Porém, o austríaco lembrou que a entrada de Mazepin na Fórmula 1 foi por causa do patrocínio. Logo, sem a possibilidade de investimento financeiro da empresa em uma equipe, a tendência é que o piloto russo não esteja no grid. “A Uralkali é o principal patrocinador, mas devido a todas as restrições de transações bancárias, não acho mais possível financiar uma equipe de F1. Nesse sentido, o problema se resolve sozinho”, avaliou.

Nikita Mazepin teve fraco desempenho em 2021 (Foto: Haas F1 Team)

Mesmo que a Haas escolha pela permanência de Mazepin, ainda que sem o aporte financeiro da Rússia, há o risco que seja suspensa a licença dos pilotos da Federação Russa de Automobilismo [RAF] e da Federação Bielorrussa de Automobilismo [BAF] em alguns países.

A primeira exclusão aconteceu em provas realizadas no Reino Unido, com a determinação divulgada na última quarta-feira (2) pela Motorsport UK, órgão que controla as competições de automobilismo na terra da rainha. Portanto, o russo da Haas não poderia disputar o GP da Inglaterra, em Silverstone. Segundo o jornal alemão Bild, mais países podem suspender as licenças desses pilotos.

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Nesse cenário, o chefe de equipe da Haas, Guenther Steiner, disse que os dirigentes do time americano vão se reunir ainda nesta semana para discutir um caminho a seguir. Uma das possibilidades, até mesmo revelada por Steiner durante a pré-temporada em Barcelona, é a promoção de Pietro Fittipaldi, piloto reserva, como titular da equipe.

“Se Nikita não puder pilotar para nós por uma ou mais razões, a primeira ligação vai para Pietro. Ele está conosco por alguns anos, e depois veremos o que podemos fazer”, disse Steiner em entrevista ao jornalista Bob Varsha.

Os carros da Fórmula 1 retornam à pista para a segunda e última sessão de testes de pré-temporada no Bahrein entre os dias 10 e 12 de março. No mesmo local, mas no dia 20 deste mês, tem início o campeonato.

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