Maior duração e menos treino livre: pilotos projetam formato de sprint race ideal

Depois da última edição de sprint race na F1 2021, alguns pilotos do grid analisaram o formato atual e deram sugestões de como poderia ser melhorado para as próximas temporadas

Novidade na temporada 2021 da Fórmula 1, a sprint race ainda não caiu completamente no gosto dos fãs, das equipes ou dos pilotos da categoria. No entanto, a terceira e última edição do ano, no sábado do GP de São Paulo, foi a melhor delas, extremamente movimentada, especialmente pelo fato de Lewis Hamilton ter largado de último, por uma punição por infração na asa traseira na classificação.

Assim, depois da última sprint race da temporada, parte do grid da categoria fez um balanço do primeiro ano das corridas de classificação, dando pitacos a respeito do que faria as provas mais interessantes. E o GRANDE PRÊMIO acompanhou algumas das avaliações dos pilotos.

Daniel Ricciardo chegou logo com duas soluções que poderiam melhorar o formato: menos preparação e mais tempo de disputa na prova do sábado.

“Acho que a corrida sprint podia ser um pouco mais interessante, talvez abrindo mão de um treino livre e colocando uma prova um pouco maior, mas eu me diverti com a classificação na sexta-feira”, disse.

Daniel Ricciardo quer corridas sprint mais longas (Foto: McLaren)

Nicholas Latifi foi na mesma linha do australiano. O canadense da Williams deixou claro que é a favor do formato adotado a partir de 2021, mas com novidades. Assim como Ricciardo, Latifi gostaria de que a corrida tivesse mais de um terço da distância original das etapas.

“Eu gosto do formato, é diferente. Podíamos ter um pouco mais de corrida, veremos algumas mudanças já para o ano que vem, portanto, não há nada que tenha de ser jogado fora e sim boas possibilidades de melhora”, falou.

Para Esteban Ocon, os pilotos não têm muito o que querer mudar nas sprint races. Na realidade, o francês entende que quem deve opinar sobre os formatos é o fã da Fórmula 1. Mais do que qualquer outra pessoa.

“Vamos aceitar o que for decidido para o bem do nosso esporte e para a equipe. Não sei como a corrida foi do ponto de vista dos fãs, preciso rever, mas, para mim, foi legal, tive uma evolução na prova, fiz algumas ultrapassagens e, para nós, fica um fim de semana mais atrativo. De todo modo, vou acatar a decisão que for tomada”, comentou.

Fernando Alonso não acha grid invertido uma boa solução nas sprint races (Foto: Alpine)

O grid invertido é uma ideia que tem sido ventilada. Muito mais pelos fãs e pela imprensa do que propriamente pela categoria, é verdade, afinal, é um projeto que muito dificilmente seria aprovados pelos times. Para Fernando Alonso, não é uma boa saída. Para Charles Leclerc, é algo que pode ser maturado.

“Não acho que seja uma boa ideia o grid invertido, o que vimos foi um acaso, os carros ficaram mais próximos. Lembro de Bottas largando lá atrás e chegando no pódio, mas, ainda assim, não gosto muito da ideia”, explicou o espanhol.

“Não sei o que pensar, vermos os carros mais rápidos largarem das últimas colocações pode ser uma saída interessante, teria de testar. Não sei quais são os planos da organização, mas creio que vão buscar o que é melhor para as corridas. Foi um experimento muito legal, claro que é uma corrida mais curta, com os carros mais próximos por cerca de 20 voltas, há muito potencial por vir”, analisou o monegasco.

A F1 ainda não confirmou como será o esquema de sprint races em 2022, mas a tendência é que entre seis e oito etapas tenham as corridas de classificação.

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