McLaren lastima revés em rodada tripla México-Brasil-Catar: “Não foi boa para nós”

Andreas Seidl admitiu desempenho abaixo do esperado da McLaren, que somou apenas 4 pontos nas últimas três corridas da Fórmula 1

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A Fórmula 1 correu durante os últimos três finais de semana seguidos, em México, Brasil e Catar, e a rodada tripla naturalmente acabou sendo melhor para algumas equipes do que para outras. Enquanto a briga pelo título segue pegando fogo, a disputa pelo terceiro lugar do Mundial de Construtores, entre Ferrari e McLaren, parece estar cada vez mais encaminhada para o time italiano. Em Losail, o time fez apenas 1 ponto, com Lando Norris. Chefe da equipe de Woking, Andreas Seidl reconheceu a inesperada má fase.

“Essa rodada tripla não foi boa para nós”, reconheceu. “Lando [Norris] pilotou bem hoje [domingo] e buscava um quarto lugar com méritos, graças a um carro competitivo, uma boa estratégia e um excelente pit-stop. Um furo no pneu o tirou da briga, e ele terminou em nono. Quando isso aconteceu, seus pneus duros tinham menos voltas do que os macios que ele usou no primeiro stint, então foi muito inesperado“, admitiu.

Para efeito de comparação, a McLaren somou somente 4 pontos nas últimas três etapas, todos com Lando Norris: um no México, um no Brasil e dois no Catar. Por outro lado, a Ferrari conseguiu fazer 47 tentos no mesmo período: 18 no Hermanos Rodríguez, 19 em Interlagos — contando o ponto extra de Carlos Sainz pelo terceiro lugar na corrida sprint — e outros dez em Losail. Ou seja, em cada uma destas etapas, a Ferrari fez muito mais pontos do que a McLaren conseguiu somando-se as três.

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Andreas Seidl lamentou resultados da McLaren na rodada tripla da F1 em México, Brasil e Catar (Foto: McLaren)

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Daniel Ricciardo, por sua vez, não conseguiu somar nem um ponto sequer nas três corridas. Abandonou no Brasil por falta de potência — quando foi encontrada uma rachadura em seu chassi —, e não conseguiu terminar no top-10 em México e Catar: foi 12º nas duas.

“Para Daniel, sempre soubemos que seria complicado chegar aos pontos largando em 14º”, pontuou Seidl. “Ele foi muito bem no primeiro stint e isso o devolveu à briga, mas depois precisou economizar uma quantidade incomum de combustível. Temos que investigar por que isso foi necessário“, afirmou.

Por fim, Seidl fez um discurso de reconhecimento pelo trabalho feito pela McLaren. “Meus agradecimentos a todo o time, que trabalhou muito duro, tanto aqui na pista quanto lá na fábrica, nossos colegas na divisão de powertrain da Mercedes, que nos dão um excelente apoio”, adicionou.

“Todo mundo trabalhou muito durante essa sequência intensa de corridas. Vamos para casa agora tirar um fim de semana de folga e tentar terminar a temporada em alta”, encerrou.

A Fórmula 1 volta a acelerar em duas semanas com a disputa do primeiro GP da Arábia Saudita da história da categoria, entre os dias 3 e 5 de dezembro.

O resumo com os melhores momentos do GP do Catar de F1 (Vídeo: F1)
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