Mercedes aprova novo formato “aleatório”, mas sugere Grand Slam na Fórmula 1

Toto Wolff aprovou o formato usado em Silverstone, mas considerou que as corridas de classificação são aleatórias demais para acontecer com frequência. O chefe da Mercedes considerou que o modelo pode ser utilizado quatro ou cinco vezes no ano

Max Verstappen venceu é pole: os melhores momentos da corrida sprint do GP da Inglaterra (Foto: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Toto Wolff acredita que o formato de fim de semana introduzido em Silverstone pode servir como uma espécie de Grand Slam para a Fórmula 1. O chefe da Mercedes avaliou que a configuração deste GP da Inglaterra é aleatória demais para acontecer com frequência.

O Mundial introduziu em Silverstone a corrida de classificação, uma disputa de apenas 100 km que definiu o grid para o GP de domingo. As posições de partida desta disputa mais curta, por sua vez, foram distribuídas em um treino classificatório nos moldes habituais ainda na sexta-feira.

TOTO WOLFF; GP DA ÁUSTRIA;
Toto Wolff aprovou o formato testado em Silverstone (Foto: Steve Etherington/Mercedes)

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Falando à emissora Channel 4, Wolff criticou a nomenclatura de corrida sprint, mas considerou que foi uma boa adição à Fórmula 1.

“É divertido para o público na pista”, disse Wolff. “Uma largada é sempre interessante e um bom conteúdo. E, obviamente, [Fernando] Alonso foi divertido de assistir. Então acho que, no geral, foi um bom complemento”, opinou.

Wolff, no entanto, vê o novo formato “muito aleatório” para acontecer com frequência.

“Não vejo isso acontecendo em todas as corridas. Acho que é muito aleatório”, considerou. “Se você ver o que aconteceu com o Checo [Pérez] rodando e aí abandonando, a última posição não é a que ele deveria estar e, portanto, obviamente, isso poderia jogar contra se você é um dos ponteiros. Então tem muita aleatoriedade, mas acho que se as próximas correram assim, tem lugar no calendário de uma forma limitada”, opinou.

O dirigente afirmou que não gosta de fazer esse tipo de experimento, mas sugeriu que a Fórmula 1 tenha Grand Slams, o nome dos quatro eventos anuais mais importantes do tênis: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

“Não sou um grande fã de experimentação ao vivo, mas essa não foi muito controversa. Sou totalmente contra grid invertido. É simplesmente falso”, disparou. “Mas aqui todo mundo começou das posições certas. A classificação foi na sexta e acho também que a classificação deveria se chamar classificação e não corrida sprint. Mas isso é realmente um detalhe. E acredito que foi um pouco enfadonho no final, mas, até então, diria que tem mérito”, avaliou.

“Se for meio como um Grand Slam em algumas corridas, acho que será uma boa, pois podemos oferecer entretenimento de verdade no sábado”, ponderou. “Estamos na TV em horário nobre na noite de sexta, na noite de sábado e, obviamente, temos o GP. Concordo que o TL2 na manhã de sábado é um pouco aleatório, mas é preciso ter uma sessão para long-run e, como você não sabe o combustível, o peso do combustível, os resultados são meio irrelevantes. Só a equipe sabe”, pontuou.

“Acho que podemos mudar um pouco o formato. Mas, fundamentalmente, acho que se fizermos umas cinco corridas assim, sou favorável. Talvez quatro seja a quantidade certa, não cinco”, completou.

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