“Passageiro” da Williams, Kubica fala sobre instabilidade do carro: “Penso duas vezes antes de fazer uma curva”

Após fechar as corridas da Austrália e do Bahrein na última posição, Robert Kubica comentou sobre a experiência de pilotar o FW42. Segundo ele, a grande preocupação é fazer uma curva sem rodar o carro, no qual ele se sente um passageiro sem poder mostrar o potencial

Robert Kubica completou duas corridas desde o seu retorno à F1, terminando ambas no último lugar com a Williams. No Bahrein, o polonês ficou duas voltas atrás do vencedor Lewis Hamilton, em mais uma prova onde a sua grande batalha foi manter o carro na pista. Após citar que a equipe não tem peças de reposição suficientes para o FW42 e que evitaria as zebras no circuito de Sakhir, Kubica revelou que precisou passar por uma em sua volta de classificação, e que novamente danificou o carro, sem a possibilidade de reposição.

"Na Austrália, eu passei por uma zebra que todos utilizaram e perdi pedaços do carro que não poderiam ser trocados. No Bahrein, fiquei fora das zebras, mas passei por uma na classificação e outro pedaço voou", disse o polonês.

Kubica também citou que mantém a esperança do carro melhorar e que o seu retorno ao grid da Fórmula 1 passe a ser mais divertido. Ele revelou que a instabilidade do carro é tão grande a ponto dele se preocupar em não rodar o carro ao fazer uma curva.

Robert Kubica (Foto: Beto Issa)

"Espero que um dia em que possa esquecer as limitações e o carro seja mais sólido. Ficaremos mais unidos e nos divertiremos mais. Até aqui, é como se eu tivesse que pensar duas vezes antes de fazer uma curva e o carro não rodar. Esta é a minha pilotagem, tudo focado nisso. É difícil dizer que foi divertido, pelo menos foi uma experiência, e essas duas corridas me deram boas respostas e uma experiência valiosa", comentou.


A F1 retorna daqui 10 dias com o GP da China, que marca a milésima prova da história da categoria. Kubica espera o mínimo de melhora no FW42 para que ele consiga mostrar o seu potencial na pista, e não virar um "passageiro" como foi nas provas anteriores.
 
"Tivemos pontos positivos na Austrália e pontos positivos no Bahrein. Mas precisamos entender o que acontecendo, pois não tenho margem ou janela para pilotar. Sou um passageiro", concluiu.
 

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