Rins cita fim de semana problemático em Austin e assume: “Senti-me inútil na moto”
Álex Rins explicou que o fim de semana do GP das Américas foi marcado por problemas para a Yamaha. Espanhol reconheceu que os resultados também não ajudam na hora de buscar uma vaga para a temporada 2027 da MotoGP
Álex Rins afirmou que se sentiu “inútil” no fim de semana do GP dos Estados Unidos. O espanhol contou que enfrentou diversos problemas em Austin e, por isso, não podia fazer nada em cima da moto.
A Yamaha enfrenta uma campanha muito difícil em 2026. A montadora japonesa optou por abandonar a tradição dos motores de quatro cilindros em linha e adotou o V4, o que forçou uma mudança radical no projeto da YZR-M1.
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Com uma moto completamente nova nas mãos, a marca dos três diapasões vive um ano de resultados inexpressivos. Passadas as três primeiras etapas da temporada, a casa de Iwata soma apenas nove pontos no Mundial de Construtores, 92 a menos do que a líder Aprilia. No Mundial de Equipes, a Yamaha é a décima colocação, com os mesmos nove pontos, 149 atrás da rival de Noale.
No Mundial de Pilotos, Fabio Quartararo é o mais bem colocado, em 17º, com seis pontos. Rins surge em 18º, com Toprak Razgatlioglu em 20º e Jack Miller em 21º, ainda sem pontuar.

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“Tivemos muitos problemas este fim de semana. Na sexta-feira, tivemos problemas eletrônicos com as duas motos, o que me impediu de ser mais rápido. Também tivemos isso no sábado. No Q1, um pequeno problema com a bomba de combustível nos forçou a largar em um último na sprint. Dei tudo de mim, mas, mesmo assim, me classifiquei em último. Não foi bom”, disse Rins. “Como pilotos, nós sempre tentamos dar 100%, mas, às vezes, quando esses problemas surgem, é difícil seguir forçando o limite. Este fim de semana foi muito duro para mim”.
Questionado se está apenas acumulando voltas enquanto espera por um pacote de atualizações da Yamaha, Rins respondeu: “Não. Mas durante a minha segunda saída na classificação, a moto não estava funcionando. Eu estava escapando a cada curva. Não podia virar, mudar de direção ou fazer qualquer coisa, e me senti inútil na moto. Disse a mim mesmo: ‘Que diabo estou fazendo aqui?’. Tem momentos em que não estou curtindo e acabei me questionando: ‘O que estamos fazendo?’”.
“Faz tempo desde que me diverti pilotando. Fora isso, não sei se estarei aqui [na Yamaha] no próximo ano, então também preciso encontrar o meu lugar, e os resultados certamente não estão ajudando”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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