Dovizioso vê Yamaha em “situação um pouco difícil” e revela: “Me pediram desculpas”
Italiano avaliou que o DNA da YZR-M1 não mudou muito desde 2012, quando ele guiou a moto pela primeira vez, mas o fortalecimento das rivais evidenciou alguns dos pontos fracos do protótipo japonês
Andrea Dovizioso revelou que a recebeu um pedido de desculpas da Yamaha pelas dificuldades de performance que têm enfrentado na temporada 2022 da MotoGP. O italiano considerou que a casa de Iwata vive uma “situação um pouco difícil”, mas ressaltou que o protótipo dos três diapasões não é de tudo ruim.
Dovizioso voltou à ativa na classe rainha do Mundial de Motovelocidade na reta final da temporada passada depois de passar alguns meses afastado do campeonato após perder a vaga na Ducati no fim de 2020. O três vezes vice-campeão da MotoGP, porém, nunca encontrou uma boa forma com a RNF e tem tido uma presença apenas discreta no Mundial.
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Passadas as quatro primeiras corridas de 2022, Dovizioso soma apenas três pontos na classificação do Mundial de Pilotos e ocupa só a 21ª colocação, à frente apenas dos novatos Remy Garnder, Raúl Fernández e Fabio Di Giannantonio. Até Darryn Binder, companheiro na escuderia malaia, já pontuou mais, e soma seis tentos graças a uma atuação destacada na pista molhada do GP da Indonésia.
Às vésperas do GP de Portugal, Andrea ressaltou que não gosta da situação que vive, já que nunca quis correr por correr, mas deixou claro que não perdeu as esperanças, uma vez que Fabio Quartararo mostra corrida após corrida que é possível ser mais forte com a YZR-M1. O campeão vigente da MotoGP já subiu ao pódio neste ano e hoje ocupa a quinta colocação no campeonato, com 44 pontos, 17 a menos que Enea Bastianini, o líder da disputa.
“Como sempre, não quero estar aqui só para correr, e estar nesta posição. Não gosto disso”, disse Dovizioso. “Então estou muito desapontado, pois realmente quero estar na frente. Mas você não tem todo o poder de entender todos os detalhes antes de se juntar [à equipe]. Então acho que a Yamaha está em uma situação um pouco difícil neste momento”, seguiu.
“Ainda existe a possibilidade de ser forte, pois Fabio mostra isso a cada corrida, pois pode chegar em sétimo também quando tem dificuldade, mas a diferença para o primeiro não é tão grande. Então, com certeza, dá para ser rápido com a Yamaha agora”, ponderou. “Mas como eles confirmaram quando nos reunimos, eles sabem muito bem que a Yamaha, no momento, está com um pouco de dificuldade”, relatou.
Dovizioso revelou que teve a chance de se reunir com Kazutoshi Seki, líder do projeto da YZR-M1 na MotoGP, e saiu satisfeito, já que a cúpula da equipe não só reconhece as dificuldades, mas também está disposta a buscar soluções e a pedir desculpas.
“Também fiz uma reunião hoje com a Yamaha, pois realmente sempre quis fazer uma reunião técnica com o líder do projeto, e é bom trabalhar com eles, pois eles são completamente abertos a conversar e eles percebem a realidade”, contou. “Eles me pediram desculpas por estar terminando 29s atrás [do vencedor] depois da corrida na América. Então isso é bom, pois eles entendem a situação e, juntos, tentamos nos sair melhor”, comentou.
Andrea, que guiou a Yamaha em 2012, pela Tech3, avaliou que o “DNA” da moto não mudou, mas os problemas aumentaram e ficaram ainda mais evidentes pelo crescimento das motos rivais.
“Na minha opinião, a situação é a seguinte: se comparar com 2012, o DNA da moto é muito, muito similar. Não mudou. A Yamaha agora não é ruim. Acho que ela tem os mesmos pontos positivos, coisas realmente positivas, mas os pontos negativos são um pouco maiores, além de os competidores terem trabalhado muito e se tornado um pouco mais competitivos”, avaliou. “Essa mistura criou essa situação, pois até mesmo Fabio, que no ano passado fez um campeonato insano, está em dificuldade”, concluiu.
A classificação da MotoGP para o GP de Portugal, em Portimão, acontece no sábado, às 10h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da quinta etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.
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