Após teste em Silverstone, Lorenzo revela que esperava que “fosse muito mais difícil” guiar carro de F1

Jorge Lorenzo afirmou que esperava que guiar um carro de F1 fosse muito mais difícil. O #99 completou um teste com o W05 da Mercedes em Silverstone no início de outubro

Jorge Lorenzo não teve lá muitas dificuldades para se adaptar ao carro da Mercedes. Depois de provar o modelo de 2014 da equipe de Lewis Hamilton e Nico Rosberg no início de outubro em Silverstone, o tricampeão da MotoGP avaliou que guiar um carro da F1 é mais fácil do que o esperado.
 
Antes da experiência com W05, Lorenzo passou dois dias em Snetterton se preparando com um F2, o que ajudou a criar uma expectativa diferente para o teste. Antes disso, o espanhol tinha guiado um carro da GP2.
Jorge Lorenzo achou fácil guiar um carro de F1, mas sabe que seria mais difícil em ritmo de corrida (Foto: Mercedes)

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“Eu esperava que fosse muito mais difícil de guiar, porque eu testei um F2 dois dias antes em Snetterton e o F2 foi muito difícil de guiar”, disse Lorenzo. “O motor era muito nervoso, o volante muito duro”, seguiu.
 

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“Mas quando testei o simulador na fábrica da Mercedes, foi como: ‘Uau, isso é muito mais fácil — talvez o simulador seja fácil demais e a realidade seja muito mais dura’. Mas não”, comentou. “Eu fui muito rápido desde o princípio e eles tiveram de colocar aderência de piso molhado para me dar alguma dificuldade, porque no seco era muito fácil. Quando testei o carro na vida real… Imaginei que nas curvas seria muito fácil de o carro escorregar, perder o controle, mas tem muita aderência e é muito fácil ser rápido”, opinou.
 
Além disso, Lorenzo voltou a afirmar que recebeu um bom feedback dos engenheiros que acompanharam o teste em Silverstone.
 
“Eles ficaram bem impressionados, porque não esperavam que depois de algumas horas um piloto inexperiente estivesse próximo deste limite”, falou.
 
O agora piloto da Ducati reconheceu, entretanto, que ser rápido ao longo de toda a distância da corrida seria um desafio diferente daquele do teste.
 
“Foi relativamente fácil fazer uma volta rápida com novos pneus, mas a coisa mais difícil é ficar uma hora e meia no mesmo nível, no mesmo ritmo”, apontou. “Isso separa novatos, pilotos não-profissionais de F1, dos profissionais”, indicou.
 
“Normalmente, os pilotos de moto são relativamente rápidos quando entram em um carro, mas o nível seguinte é ficar uma hora e meia com uma temperatura muito alta, sem perder a concentração e permanecer consistente em muitas voltas”, listou.
 
Por fim, Lorenzo explicou que o volume de comandos disponíveis no volante de um carro de F1 também dificulta mais as coisas em comparação com a MotoGP.
 
“Na MotoGP, nós temos apenas duas mudanças, uma para o controle de tração e outra para o freio motor”, explicou. “Mas na F1 você tem 30 ou 40 botões”, continuou.
 
“Eu só usei dois ou três, mas saber como usar o resto em uma longa corrida é uma das coisas mais complicadas em comparação com 20 ou 30 anos atrás, quando os carros da F1 tinham apenas o volante e a caixa de câmbio”, lembrou. “Agora é mais difícil para o piloto de F1 em comparação com o passado”, concluiu.

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