Atual campeão, Mir começa 2021 discreto e correndo atrás do prejuízo nas classificações

Joan Mir não foi páreo para Ducati ou Yamaha na rodada dupla da MotoGP do Catar. Sem conseguir boas posições nas classificações, o atual campeão precisou correr atrás dos adversários com resultados discretos e até mesmo envolvimento em polêmica

Quando Joan Mir conquistou o título da MotoGP, muitos se espantaram. Com apenas uma vitória e consistência, o espanhol surpreendeu para alcançar o topo da categoria em um ano sem Marc Márquez. Por conta disso, a pressão aumentou para 2021, ainda mais com a evolução da moto da Suzuki. O início do ano, com a rodada dupla no Catar, no entanto, mostrou que o ano não será tão fácil.

Não é como se Mir tivesse andado mal nos dois finais de semana que abriram a temporada em Losail. Na primeira etapa, o GP do Catar, ficou em quarto lugar por azar — era o segundo até os metros finais, quando foi superado por Johann Zarco e Francesco Bagnaia. No GP de Doha ficou em sétimo após trocar toques com Jack Miller. Hoje, o atual campeão está na sexta colocação do campeonato, com 22 pontos.

A Suzuki não fez feio no Catar, conseguiu pontuar bem com seus dois pilotos, mas não foi páreo para Yamaha ou Ducati em nenhum momento. Quando foi, rapidamente terminou superada pelas adversárias. A questão que Mir precisa trabalhar, na verdade, está nos treinos e não nas corridas.

Joan Mir andou bem nas corridas, mas decepcionou nos treinos (Foto: Suzuki)

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Em Losail, o espanhol largou em 10º e 9º, respectivamente. Nas duas ocasiões, passou primeiro pelo Q1 da classificação. O motivo, segundo ele, é adaptação ao estilo da moto com a pilotagem, atrapalhando também o desgaste dos pneus na moto.

“Estou geralmente muito mais nervoso e estressado no sábado do que domingo. É algo que precisamos arrumar. Não é normal estarmos tão distantes dos nossos rivais em uma única volta. No fim, se você olhar o ritmo de corrida, somos bons, andamos bem. Mas o que não é normal, é que nossos rivais consigam melhorar um segundo e meio na classificação”, afirmou.

“[Andar no Q1] Não está colaborando com meu estilo natural. Sou normalmente muito agressivo e para fazer uma boa volta você precisa ser bem agressivo, mas com essa moto é preciso ser bem suave e relaxado”, completou.

O desempenho ruim no sábado se mostra completamente diferente no domingo. Na abertura do certame, só não foi ao pódio pelo potência absurda da Ducati. No fim de semana seguinte, foi atrapalhado por um polêmico toque com Miller. É pouco, sim, mas já foi possível mostrar o potencial para o restante do campeonato.

Com 23 anos, a missão de Mir é mostrar que não foi campeão no ano passado por acaso. Começou a temporada com holofotes apontados em sua direção, mas hoje já perdeu um pouco das atenções após as vitórias da Yamaha e o bom rendimento da dupla da Pramac, por exemplo. Mesmo assim, Mir ainda é um dos nome mais cotados para brigar pelo título em 2021.

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