Bagnaia entrega bons resultados e recompensa Ducati por escolha ousada para 2021

Francesco Bagnaia subiu para a equipe de fábrica da Ducati em 2021, mesmo jovem e com pouca experiência na MotoGP, deixando o veterano Johann Zarco na Pramac. Nas primeiras etapas do calendário, porém, a escolha da montadora italiana mostrou-se correta, com o bom desempenho de Pecco

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado e emotivo (Vídeo: MotoGP)

Em 2020, a Ducati optou por encerrar a parceria que possuía com a dupla de pilotos Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci. Ambos seriam liberados no fim do ano como parte de uma reformulação da montadora italiana para a temporada 2021 da MotoGP. Com isso, Francesco Bagnaia e Jack Miller, ambos da Pramac, subiram para o time principal.

Bagnaia, no entanto, sempre levantou dúvidas. Depois de duas temporadas discretas na MotoGP, com apenas um pódio no GP de San Marino do ano passado, os boatos eram de que estava na equipe de fábrica da Ducati apenas para cumprir a “cota italiana” de pilotos. Por isso, segundo alguns maldosos, subiu direto ocupando um lugar que, na verdade, seria de Johann Zarco. O francês é experiente, com passagens por outras montadoras, e estaria disposto a se recuperar do fiasco na KTM.

É absurdo questionar o talento de Bagnaia. Apesar de ter passado longe de brigar por campeonatos na Moto3, venceu a Moto2 com autoridade em 2018. Foi o título, inclusive, que o credencial à classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Veloz, muitas vezes se empolga e produz quedas espetaculares. Foi assim, por exemplo, que perdeu três etapas em 2020, após um tombo nos treinos para o GP da Tchéquia, com uma fratura na tíbia.

Francesco Bagnaia teve volta cancelada na classificação, mas escalou pelotão em Portimão (Foto: Ducati)

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Em 2021, o italiano marcou a pole na abertura da temporada, no Catar, e terminou a corrida na terceira posição. Depois do sexto lugar em Doha, superou adversidades em Portimão. Bagnaia provou o talento que possui ao perder a pole por desrespeitar bandeiras amarelas, largar em 11º e terminar em segundo lugar.

Mas a escolha por Zarco não seria absurda, é verdade. Bicampeão da Moto2 e dono de resultados positivos na MotoGP, o francês passou por uma fase ruim ao aceitar o projeto da KTM em 2019 e ser dispensado no meio da temporada. Ainda fez as três corridas finais na LCR Honda, mas sem grande destaque. Depois de andar bem pela modéstia Avintia em 2020, a chance de renascer na Ducati parecia ideal, mas não foi o que aconteceu.

Sem querer ‘furar a fila’, a Ducati optou por colocar Zarco na Pramac, um degrau abaixo da equipe de fábrica. E não se decepcionou. Com um desempenho surpreendente, fez dois pódios no Catar e liderou o campeonato após a rodada dupla. A rodada em Portimão, quando brigava pelas primeiras posições, parece apenas um tropeço no meio de um promissor campeonato do piloto de 30 anos.

Johann Zarco conseguiu dois pódios na rodada dupla do Catar (Foto: Pramac)

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Ainda assim, a Ducati acertou nas escolhas para 2021, seria injusto pensar que a ordem estaria invertida nesta temporada. Mas não seria absurdo, no entanto, pensar que Zarco poderia estar no lugar do decepcionante Jack Miller, com apenas 14 pontos e um favoritismo jogado no lixo. Mas isso é assunto para outro texto, com certeza.

É cedo para dizer, com apenas três etapas completas, que Bagnaia seja um dos favoritos ao título, ainda mais com o bom desempenho de Fabio Quartararo, da Yamaha. Não é impossível, porém, colocá-lo como um dos personagens notáveis da MotoGP durante o ano. A escolha da Ducati mostra-se acertada quando os frutos são colhidos e isso não tem falha do italiano até o momento. O ápice seria o título, algo que um piloto da montadora não vê desde 2007, mas há um capítulo esperando Bagnaia na história sobre o assunto.

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