CEO da Ducati avalia que investimento em corrida “não era uma prioridade para Suzuki”
Diretor-executivo da Ducati, Claudio Domenicali reconheceu o momento econômico complexo e avaliou que não é novidade nenhuma a Suzuki abandonar a MotoGP. No início da semana, a equipe japonesa comunicou aos funcionários que vai deixar o Mundial de Motovelocidade no fim de 2022
Diretor-executivo da Ducati e atual presidente da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas), Claudio Domenicali afirmou que o investimento nas corridas “não era uma prioridade” para a Suzuki. O dirigente reconheceu que o mundo vive uma situação econômica complexa e lembrou que não é a primeira vez que a marca de Hamamatsu opta por deixar a MotoGP.
No início da semana, a fábrica japonesa pegou funcionários e pilotos de surpresa ao comunicar a decisão de deixar a MotoGP no fim da temporada 2022. Até agora, porém, nenhum comunicado oficial foi feito por parte da Suzuki, mas a Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, emitiu nota à imprensa alertando que o contrato de participação assinado até 2026 não permite uma decisão unilateral de saída.
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De acordo com o site italiano GPOne, a decisão de sair da MotoGP foi tomada pelo conselho administrativo da Suzuki, mesmo com a oposição do atual presidente da companhia. Em 2020, a marca encerrou um jejum de 20 anos ao conquistar o título da classe rainha do Joan Mir.
Domenicali avaliou que a Suzuki não enxerga as corridas como prioridades e traçou um paralelo com a Fórmula 1, onde a Ferrari é a única Construtora que nunca deixou o campeonato, enquanto outras fábricas entraram e saíram ao longo dos anos.
“Olhando de fora, parece incompreensível, mas quem está em uma posição como a minha, encara o problema como um dirigente, não como um apaixonado”, disse Domenicali em entrevista a um podcast do jornal italiano La Gazzetta dello Sport. “Para algumas empresas, e a Ducati é uma delas, as corridas são a própria essência da companhia. [Mas] na Suzuki essas ações não são novas. Ela já saiu, voltou e agora está saindo novamente”, comentou.
“A mesma coisa acontece na Fórmula 1, com outros fabricantes entrando e saindo, enquanto a Ferrari sempre esteve lá”, comparou.
Claudio lembrou que a economia global vive momentos difíceis, também por causa da guerra no leste europeu, entre Rússia e Ucrânia.
“No momento, a situação global é bastante complexa, estamos expostos a turbulências, temos uma guerra a curta distância, o que tem um impacto significativo, os custos energéticos estão sob pressão”, listou. “Para a Suzuki, este investimento nas corridas não era uma prioridade”, concluiu.
A MotoGP volta às pistas no próximo dia 15 de maio para o GP da França, em Le Mans, sétima etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.
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